- O Hezbollah pediu “resistência” após oito combatentes terem morrido em ataques israelenses no leste do Líbano, segundo o movimento.
- O Exército israelense afirma atacar o Hezbollah e o Hamas no sul, alegando que segue em defesa própria.
- O governo libanês prometeu desarmar o Hezbollah, enquanto Israel mantém o direito de se defender.
- Na sexta-feira, Israel alegou ter atingido centros de comando do Hezbollah no leste do Líbano e alvos ligados ao Hamas no sul.
- O Ministério da Saúde libanês registrou dez mortes no leste e duas no sul; funerais de dois combatentes, incluindo o comandante Hussein Mohamad Yaghi, ocorreram em Baalbek.
Após os ataques de sexta-feira, o Hezbollah prometeu responder com resistência. No sábado, o grupo elevou o tom ao descrever a ação como necessária para defender território e pátria, segundo a transmissão da rede Al Manar, ligado ao movimento.
O Hezbollah confirmou a morte de oito combatentes em confrontos no leste do Líbano. O Ministério da Saúde libanês informou 10 mortes na região de Bekaa e duas no sul do país, em locais atingidos pelos ataques israelenses. O Exército de Israel disse ter atacado centros de comando do Hezbollah no leste libanês e alvos do Hamas no sul.
O que motivou a escalada foram ações israelenses consideradas de ataque a posições do Hezbollah, já que o Estado israelense afirma combater um grupo que, segundo ele, se rearma. O Hezbollah acusa o governo de Beirute de falhar na desarmamento do movimento.
Na prática, o episódio reacende a tensão entre Israel e o Líbano, ocorrendo mesmo após um cessar-fogo que encerrou a guerra entre Israel e o Hezbollah em novembro de 2024. As ações israelenses são descritas pelo governo libanês como violações de soberania.
Desdobramentos e reações
Em Beirute, familiares de vítimas participaram de velórios em Baalbek, onde ocorreram homenagens aos combatentes falecidos, incluindo o comandante Hussein Mohamad Yaghi. Centenas de pessoas acompanharam as cerimônias, com manifestações em apoio ao Hezbollah e aos recém falecidos.
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