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Por que o arquipélago de Chagos obsessa Trump e complica Starmer

Trump reabre disputa sobre devolução do arquipélago de Chagos a Maurícia, pressionando Starmer e mantendo acordo de uso da base de Diego García por décadas

Miembros de la comunidad chagosiana protestan contra el dominio británico de la isla de Chagos en Londres el 20 de junio de 2025.
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  • A tensão entre Donald Trump e Keir Starmer volta a figurar sobre o arquipélago de Chagos, por causa da relação com a devolução a Mauricio em meio a uma crise com o Irã.
  • Em maio do ano passado, Reino Unido e Estados Unidos pactuaram manter o controle conjunto da base de Diego García por até noventa e nove anos, com aluguel inicial de cerca de cento e vinte milhões de euros por ano.
  • O acordo prevê cento e noventa e seis milhões de euros nos primeiros três anos, cerca de cento e quarenta e três milhões nos anos quarto a décimo terceiro, além de ajustes pela inflação; o total fica em pouco mais de quatro bilhões de euros, segundo o Ministério da Defesa britânico (a oposição eleva para quase doze bilhões).
  • Trump tem criticado o acordo, chegou a chamá-lo de “estupidez” e voltou a cobrar posição firme de Starmer; o Departamento de Estado americano já informou apoio à entrega, que ainda depende da ratificação britânica.
  • A conjuntura envolve protestos de chagosianos contra a soberania de Mauricio, além de pressão política dentro do Reino Unido e críticas de oposicionistas, com apoio internacional ao parecer das Nações Unidas e do Tribunal Internacional de Justiça.

Desde o fim de maio do ano passado, Reino Unido e Estados Unidos firmaram um acordo para manter o controle conjunto da base militar de Diego García, no arquipélago de Chagos, por cerca de 99 anos em troca da devolução de Chagos a Maurício. O montante inicial ficou em muitos milhões de euros, com revisões anuais atreladas à inflação.

A tensão entre Donald Trump e Keir Starmer reacende o debate sobre quem deve controlar o arquipélago no Oceano Índico. Trump já questionou repetidamente o acordo, mesmo após ter dado aval inicial. A renovação de sua posição ocorre em meio a pressões de setores conservadores do governo norte-americano.

Chagos tem cerca de 60 ilhas, e Diego García abriga uma base estratégica. A localização permite alcançar alvos no Oriente Médio, o que dá peso político à negociação em qualquer crise.

Na prática, o acordo prevê que Maurício volte a deter a soberania sobre Chagos, enquanto Londres e Washington asseguram o uso conjunto da base de Diego García. A defesa britânica destaca que o acordo é importante para a segurança regional e de aliados.

Em 2019, a Assembleia Geral da ONU aprovou a devolução de Chagos a Maurício, e o Tribunal Internacional de Justiça recomendou a renúncia da soberania pelo Reino Unido. Contudo, o tema permanece sensível no cenário político britânico e internacional.

No momento, Trump descreveu publicamente o acordo de Starmer como inadequado e ainda sinalizou mudanças via redes sociais. Diretores do Departamento de Estado americano reforçaram o apoio à entrega de Chagos, que ainda depende de aprovação parlamentar no Reino Unido.

O governo do Reino Unido manteve posição firme, afirmando que o uso conjunto da base é essencial para a segurança de ambas as nações. As vozes críticas apontam custos elevados e impactos sobre a população chagósiana deslocada desde 1966.

Protestos Ocorreram em Londres, com membros da comunidade chagosiana alegando manter a pressão por retorno e contestação à decisão britânica. A residência de debates segue acirrada entre partidos e movimentos internacionais.

A situação envolve também a oposição interna ao Partido Trabalhista, além de críticas de partidos de direita sobre o acordo. A pressão social e política continua enquanto Londres e Washington defendem a presença estratégica na região.

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