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Separação de poderes existe nos EUA: Supremo contraria Trump

Supremo dos Estados Unidos derruba grande parte dos aranceles de Trump, reafirmando a separação de poderes e o papel do Congresso como contrapeso

Donald Trump saluda al presidente del Tribunal Supremo, John Roberts, con motivo de la comparecencia de aquel ante el Congreso, el pasado 4 de marzo.
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  • O Supremo dos Estados Unidos decidiu que o poder executivo não pode impor tarifas de importação sem a aprovação do Congresso, tornando inconstitucionais os aranceles adotados no ano anterior.
  • A decisão, de 6 a 3, mostrou o peso de um tribunal conservador e representou o maior golpe de Jair Trump em seu segundo mandato.
  • Trump reagiu de forma áspera, em conferência de imprensa, chamando alguns juiz(es) de “imbecis” e “desleais” à Constituição, e criticou a atuação de alguns magistrados que votaram contra seus interesses.
  • O presidente elogiou publicamente o juiz Brett Kavanaugh e criticou outros juízes nomeados por ele, como Amy Coney Barrett e Neil Gorsuch.
  • Nos próximos meses, o tribunal deverá decidir casos relevantes, como a possibilidade de mudar a independência da Reserva Federal e o direito à cidadania por nascimento.

O Supremo Tribunal dos EUA derrubou parte dos aranceles impostos por Donald Trump, afirmando que o poder executivo não tem autoridade para taxar importações sem aprovação do Congresso. A decisão prejudica a agenda protecionista do presidente, em vigor desde 2025.

Seis dos nove juízes votaram pela inconstitucionalidade, em um veredicto de 6 a 3. O saldo eleva o peso da Defesa da separação de poderes no país e sinaliza limites ao poder presidencial em questões comerciais.

Trump reagiu em Washington, convocando uma coletiva de imprensa. O presidente chamou os juízes de antipatriotas e desleais à Constituição, e criticou a atuação de seus opositores no Judiciário.

Na prática, o tribunal confirmou que gravames sobre importações precisam de autorização Congressual expresso. O veredito deixará em aberto cerca de 150 bilhões de dólares em receitas obtidas por meio dos impostos contestados.

O presidente do tribunal, John Roberts, líder conservador, foi o redator principal da decisão. Outros dois juízes indicados por Trump, Amy Coney Barrett e Neil Gorsuch, integraram o grupo que votou contra as tarifas.

Entre os juízes liberais, Sonia Sotomayor, Elena Kagan e Ketanji Brown Jackson integraram o trio que votou a favor de manter a exigência de aprovação legislativa.

O retorno de Trump ao poder, em 2025, já havia provocado tensões com o Judiciário. A decisão de sexta-feira representa, segundo analistas, um retrato de resistência institucional frente a políticas administrativas radicais.

Especialistas opinam que a decisão não sinaliza uma mudança de rumo contínuo do Supremo, mas demonstra que o sistema de freios e contrapesos da Constituição permanece ativo quando efetivado.

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