- Cerca de 20 países, incluindo Brasil, França e Espanha, denunciaram nesta segunda-feira, 23, as medidas de Israel para ampliar o controle sobre a Cisjordânia.
- Os signatários classificaram a estratégia como uma “anexação de fato” e pediram uma resposta à altura das críticas.
- A declaração conjunta afirma que as ações alteram o registro de terras para propriedades do Estado e aumentam assentamentos ilegais.
- Os países dizem que essas medidas comprometem a viabilidade de um Estado palestino e a solução de dois Estados.
- Desde o início do mês, Israel informou vários planos para ampliar o controle na Cisjordânia, incluindo áreas sob a autoridade da Autoridade Palestina segundo os Acordos de Oslo.
Na segunda-feira, 23, cerca de 20 países, incluindo Brasil, França e Espanha, condenaram as últimas medidas de Israel para ampliar o controle sobre a Cisjordânia, território ocupado desde 1967.
Brasil, França, Espanha e outros Estados muçulmanos afirmaram que a mudança no registro de terras, para classificá-las como propriedade do Estado israelense, aliada ao aumento de assentamentos, aponta para uma anexação de fato.
Os signatários destacaram que as ações servem contra a viabilidade de um Estado palestino e dificultam a implementação da solução de dois Estados, prejudicando o equilíbrio no território.
Repercussões internacionais
As medidas remetem a um conjunto de planos anunciados desde o início do mês para ampliar o controle israelense em áreas sob jurisdição da Autoridade Palestina, conforme os Acordos de Oslo, hoje fragilizados.
A declaração conjunta reforçou a preocupação com o impacto no terreno e solicitou atenção da comunidade internacional frente a mudanças no status de terras e à expansão de assentamentos.
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