- Estudantes iranianos realizaram o terceiro dia de protestos em Teerã, desafiando autoridades em diversas universidades da capital.
- A imprensa estatal informou cânticos anti-governo na Universidade de Teerã, queima de bandeiras na al‑Zahra University e confrontos na Amir Kabir University; vídeo de al‑Zahra com gritos “vamos reconquistar o Irã” foi verificado, mas sem confirmação de data.
- Washington aumenta a pressão sobre Teerã, buscando restrição do programa nuclear, limitação de mísseis e fim do apoio a grupos no Oriente Médio.
- EUA começaram a retirar funcionários não essenciais da embaixada de Beirute, segundo uma autoridade do Departamento de Estado.
- O presidente Donald Trump tem feito declarações críticas e advertiu sobre possíveis ataques caso as negociações com o Irã não avancem; o Irã diz que as negociações com os EUA já apresentaram sinais encorajadores.
A polícia e autoridades iranianas enfrentaram novos protestos estudantis na segunda-feira, marcando o terceiro dia de manifestações semanas após repressão violenta que deixou milhares de mortos. Os protestos ocorreram em Teerã, com relatos de cantos contrários ao governo em universidades públicas e atos de queima de bandeiras em instituições femininas.
Entre os locais, destacaram-se a Universidade de Teerã, onde houve cânticos anti-governo, a al-Zahra University, onde foram registradas imagens de bandeiras em chamas, e a Amir Kabir University, com confrontos reportados. A Reuters confirmou vídeos dos relatos na al-Zahra, sem precisar a data de gravação.
Tensão internacional amplia-se
Nos EUA, a imprensa de Washington anunciou a retirada de parte do pessoal não essencial da embaixada em Beirute, em sinal de escalada de tensão com o Irã. O governo americano pressiona para limitar o programa nuclear e restringir o alcance de mísseis do Irã, além de exigir cessar o apoio a grupos regionais.
O tema nuclear continua em foco, com a Casa Branca querendo que o Irã reduza significativamente seu programa nuclear e encerre atividades que possam levar à produção de armas. As autoridades americanas avaliam respostas à pressão sem anunciar uma ofensiva militar imediata.
No Irã, o líder supremo Ayatolá Ali Khamenei enfrenta o desafio de uma economia fragilizada por sanções e uma escalada de protestos desde janeiro. O presidente Masoud Pezeshkian indicou sinais encorajadores nas negociações com os EUA, enquanto uma segunda porta-voz de defesa dos EUA aponta variáveis internas sobre qualquer possível ataque.
As negociações entre Washington e Teerã seguem sem confirmação de apoio unificado dentro da administração americana para uma ação militar, segundo relatos de agencias. Autoridades iranianas ressaltam que as conversas têm impactos no cenário regional e no clima interno.
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