- Um ataque a uma lancha suposta de narcotraficantes deixou três mortos no Caribe nesta segunda-feira, 23, conforme o Comando Sul dos Estados Unidos.
- A empresa afirma que a embarcação transitava por rotas conhecidas de narcotráfico e estava envolvida em operações de tráfico de drogas.
- A ofensiva faz parte de uma campanha iniciada no começo de setembro, que já resultou em pelo menos 150 mortes.
- Especialistas dizem que as ações podem configurar execuções extrajudiciais, pois civis não representam ameaça imediata; o governo dos Estados Unidos, por sua vez, insiste em combater narcoterroristas, sem provas conclusivas.
- O Pentágono deslocou grande força naval para o Caribe; a região tem visto ataques, apreensões de embarcações e a suposta captura do líder esquerdista da Venezuela, Nicolás Maduro.
O Comando Sul dos Estados Unidos informou que houve um ataque a uma lancha supostamente ligada ao tráfico de drogas no Caribe, resultando em três mortes. O ataque ocorreu nesta segunda-feira, 23, segundo autoridades militares americanas.
Segundo o Comando Sul, a embarcação trafegava por rotas conhecidas de narcotráfico e estava envolvida em operações de drogas. A denúncia foi publicada junto com imagens de uma lancha destruída por explosão. O episódio faz parte de uma ofensiva iniciada no começo de setembro.
As autoridades destacam que a operação visa impedir o fluxo de narcóticos na região, mas não apresentaram provas conclusivas de que as embarcações atacadas estariam envolvidas no tráfico. Organizações de direitos humanos questionam a legalidade de ações extrajudiciais em áreas marítimas.
Debate legal e internacional
Especialistas afirmam que as ações podem configurar execuções extrajudiciais, já que civis podem ter sido atingidos. Washington sustenta que as ações são permitidas por legislação interna aplicável a conflitos transnacionais, similar à utilizada contra grupos jihadistas após 11 de setembro de 2001.
O Pentágono informou ter deslocado uma força naval significante para o Caribe. Além dos ataques, as forças americanas realizaram apreensões de embarcações, apreensões de petroleiros e a captura de figuras políticas venezuelanas, em especial o líder Nicolás Maduro.
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