- Lula esteve na Coreia do Sul defesa da entrada de mais produtos agro brasileiros no país, em meio ao protecionismo local.
- Em Seoul, participou de evento empresarial, assinou dez acordos bilaterais e buscou ampliar a participação do agronegócio brasileiro nas importações sul-coreanas.
- O presidente afirmou que o Brasil está pronto para atender à demanda da Coreia se barreiras sanitárias forem retiradas, e alertou que compras de carne de outros países podem equivaler a carne brasileira.
- Também defendeu parcerias entre Coreia do Sul e Mercosul e criticou o protecionismo, defendendo o multilateralismo e acordos comerciais mais justos.
- O intercâmbio entre Brasil e Coreia somou cerca de US$ 10,8 bilhões no ano passado, com superávit de US$ 174 milhões para o Brasil; a Coreia é importante investidora no Brasil, com aproximadamente US$ 8,8 bilhões na indústria de transformação desde 2024.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou à Coreia do Sul para uma missão oficial, buscando ampliar a entrada de produtos agropecuários brasileiros no país. A visita ocorreu em meio a um cenário de protecionismo de Seul em relação a produtores locais, especialmente no setor da carne.
No primeiro dia de atividades em Seul, Lula participou de um evento empresarial e assinou dez acordos bilaterais. Os entendimentos contemplam comércio, exploração de minerais críticos e, ainda, a abertura de espaço maior para o agronegócio brasileiro no mercado sul-coreano.
Durante o discurso no Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, realizado com a presença do ministro coreano Kim Jung-kwan, Lula defendeu o aumento das exportações agropecuárias do Brasil. Ele afirmou que o país já é grande vendedor de carne, frango, carne suína e ovos para a Coreia.
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Avanços comerciais e cooperação setorial
O petista ressaltou que o Brasil está pronto para atender à demanda da Coreia, caso as barreiras sanitárias sejam removidas. Caso contrário, há risco de o mercado coreano adquirir produtos de outros países sem perceber que são de origem brasileira. A fala apontou para a importância de desatar entraves sanitários.
Lula também destacou a capacidade da produção pecuária brasileira e apontou possibilidades de parceria para ampliar a presença brasileira no setor agroindustrial, incluindo carnes e derivados. O objetivo é diversificar os canais de abastecimento da Coreia sem depender de fornecedores únicos.
Ao lado do presidente sul-coreano Lee Jae Myung, os dois chefes de Estado formalizaram acordos comerciais e traçaram um plano de quatro anos para ampliar cooperações em políticas, economia e intercâmbios. Dados oficiais apontam que, no ano anterior, o comércio bilateral somou cerca de US$ 10,8 bilhões, com superávit de US$ 174 milhões para o Brasil.
Lula enfatizou o potencial de cooperação em alta tecnologia e setores como semicondutores, inteligência artificial, beleza e audiovisual. O presidente brasileiro mencionou ainda a expansão da produção cultural brasileira, com referências ao K-Pop, cinema nacional e novelas, como espaço comum de parceria.
A Coreia do Sul é um parceiro importante para o Brasil, com investimentos estimados em US$ 8,8 bilhões na indústria de transformação desde 2024. A Coreia figura entre os principais investidores asiáticos no Brasil, com participação expressiva de empresas como Samsung, Hyundai e LG.
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