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México mata chefe de cartel; explosões de represália ocorrem

Operação conjunta México e Estados Unidos mata o líder do Cartel Jalisco Nueva Generación; retaliação violenta se intensifica em Jalisco

México mata chefe de cartel; terror explode em represália
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  • México e Estados Unidos anunciaram a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o El Mencho, fundador do Cartel Jalisco Nueva Generación, alvo de uma recompensa de US$ 15 milhões.
  • A localização foi feita ao rastrear uma das amantes do criminoso; ele e seus guarda-costas teriam morrido após serem levados ao hospital.
  • O governo mexicano destacou atuação autônoma das forças federais, com compartilhamento de informações, e evitou mencionar envolvimento direto de tropas americanas.
  • Em retaliação, houve onda de ataques em Jalisco, com incêndios em Puerto Vallarta e confrontos em Guadalajara, deixando mais de trinta vistos como criminosos e suspeitos mortos, além de civis e, entre eles, uma mulher grávida.
  • Especialistas avaliam que a morte de El Mencho não encerra o CJNG e que o grupo pode se reorganizar, gerando novos episódios de violência.

Uma operação de inteligência conjunta entre México e Estados Unidos matou Nemesio Oseguera Cervantes, o El Mencho, chefe do Cartel Jalisco Nueva Gener. A ação encerrou uma caçada de décadas pela liderança do grupo, considerado um dos mais procurados do mundo, com recompensa de 15 milhões de dólares.

Polícia e forças militares localizaram o criminoso ao rastrear uma das amantes associadas a ele. O Mencho e seus guarda-costas tentaram fugir, mas ficaram gravemente feridos e morreram durante o transporte para o hospital, segundo o secretário de Defesa do México.

A operação ocorreu em um contexto de cooperação entre os governos, que se intensificou após críticas de autoridades americanas. O governo de Claudia Sheinbaum informou que houve uso de informações fornecidas pelos EUA, mas as ações em território mexicano foram conduzidas por forças federais de forma autônoma.

Operação e resposta oficial

Durante a coletiva de imprensa, a presidente mexicana ressaltou a autonomia das forças locais na condução da operação. Ela destacou que o combate ao crime depende de cooperação internacional, sem presença de tropas estrangeiras no solo mexicano.

O ex-presidente Donald Trump comentou pelas redes sociais, pedindo ao México que intensifique o enfrentamento aos cartéis e ao tráfico de drogas. A posição gerou debate sobre a cooperação entre ambos os países no combate à violência associada ao tráfico de fentanil.

Repercussos e violência de retaliação

A morte de El Mencho provocou uma onda de ataques em várias regiões de Jalisco. Em Puerto Vallarta, lojas, veículos e ônibus foram incendiados. Em Guadalajara houve ações de retaliação; em outros municípios também houve violência associada aos confrontos.

Segundo o governo mexicano, mais de 30 criminosos e suspeitos foram mortos na operação e nos confrontos subsequentes. A Guarda Nacional registrou 25 mortos, incluindo civis, entre eles uma mulher grávida. A região, conhecida por resorts no Pacífico, responde com temor à escalada.

Contexto e análises

Analistas apontam que a queda do líder não implica o fim do CJNG, que já demonstrou capacidade de se reorganizar após capturas anteriores. O cartel mantém atuação em diversos estados, com ramificações nos EUA e em outros países, e é apontado como um dos principais formadores de redes de tráfico de fentanil.

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