Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ministro de Relações Exteriores da Estônia afirma que Putin joga com Trump e com todo o Ocidente

O ministro de Exteriores da Estônia afirma que Putin manipula Trump e Occidente; a UE deve reavaliar e endurecer a relação com Cuba

Margus Tsakhna, el 11 de febrero en un hotel de Madrid.
0:00
Carregando...
0:00
  • O ministro de Exteriores da Estônia, Margus Tsakhna, afirma que Putin joga com Trump e com todo o Ocidente, apresentando-se como defensor da paz enquanto a prática mostra mais guerra.
  • Tsakhna aponta que os bombardeios à infraestrutura energética da Ucrânia continuam, classificando a violência como genocídio e destacando que Putin usa as negociações para adiar decisões.
  • O ministro diz ter esperanças de que a guerra termine ainda neste ano, citando a necessidade de continuar apoiando a Ucrânia e pressionar a Rússia para aumentar a pressão europeia.
  • A Comissão Europeia trabalha no vigésimo pacote de sanções contra a Rússia; a Estônia, com apoio de outros países, propõe colocar tarifas adicionais sobre importações russas e bielorrussas, além de criar uma lista negra Schengen para ex-combatentes russos.
  • Tsakhna comenta que a União Europeia deve reavaliar as relações com Cuba, diante do apoio cubano à Rússia e do impacto em Ucrânia, defendendo mudanças políticas que melhorem a situação no país caribenho.

O ministro de Relações Exteriores da Estônia, Margus Tsakhna, chegou à entrevista com leve indisposição, após retornar de Kiev. Em Vilnius, houve isolamento de temperaturas intensas neste inverno, refletindo o impacto do conflito na região. Tsakhna fala com clareza sobre o que observa no front diplomático e militar.

Segundo ele, o Kremlin usa negociações de paz para ganhar tempo e manipular Ocidente, enquanto a guerra segue intensa. O ministro aponta bombardeios na infraestrutura energética ucraniana como indicador de uma violência que transcende o modelo de guerra convencional.

Tsakhna destacou que a União Europeia precisa reavaliar relações com Cuba, mantendo foco no bem-estar de populações afetadas e no peso político do regime cubano na conjuntura regional.

Rumo à sanção mais dura e a uma lista de restrições

O político afirmou que o bloco deve avançar com o vigésimo pacote de sanções contra a Rússia, incluindo propostas de tarifas adicionais nas importações de Moscou e Minsk. As tarifas não dependem de consenso, ao contrário das sanções.

Foi defendida a criação de uma lista negra Schengen para impedir a entrada de ex-combatentes russos na UE, considerando que muitos deles poderiam representar risco à segurança. Já foram cadastrados cerca de 1.500 nomes.

Tsakhna reiterou apoio à proteção das fronteiras europeias e à resposta unificada a desertores russos, com objetivo de enviar mensagem firme de que a participação na agressão não terá espaço no território comunitário.

Cuba, China e Groenlândia no centro das discussões

O ministro citou a necessidade de reduzir a dependência de aliados que apoiam a Rússia, mencionando a China como sustentáculo econômico e tecnológico que, se quiser, pode encerrar o conflito, mas não pretende fazê-lo.

Sobre Groenlândia, reiterou que a integridade territorial é fundamental para a Estônia, destacando que seu país não reconhecerá mudanças de fronteira pela força e mantém solidariedade a Dinamarca e à própria ilha.

Quanto a Cuba, Tsakhna explicou que, desde 2016, a política da UE precisa ser reavaliada diante do apoio cubano à Rússia. O objetivo é melhorar as condições de vida da população cubana e considerar caminhos para mudança de regime conforme a situação regional.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais