- O governo dos Estados Unidos declarou estado de emergência nacional e ameaça com tarifas a países que enviarem petróleo para Cuba, incluindo o México.
- O México havia mandado cerca de 22 mil barris por dia para Cuba, reduzindo para cerca de 7 mil após visita do secretário de Estado dos EUA, com o regime mantendo o petróleo em suspensão.
- A pressão dos EUA levou a Sheinbaum a defender uma “decisão soberana” enquanto enfrenta o risco de retaliação econômica, gerando um deep dilema entre aliança histórica com Cuba e interesses com o presidente americano.
- Mesmo com o petróleo em pausa, o governo cubano sofre com racionamento de energia, suspensão de voos e pelo menos um hospital que interrompeu cirurgias devido à crise de combustíveis; a ajuda humanitária mexicana tem sido enviada, sem petróleo.
- Observadores apontam que México pode ser a rota de apoio a Cuba caso embargo se intensifique, enquanto as negociações entre Cuba e Estados Unidos permanecem incertas e o balanço estratégico entre Washington e Cidade do México continua tenso.
O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, declarou estado de emergência nacional e acusou Cuba de representar uma ameaça incomum e extraordinária. A medida, anunciada após a captura de Nicolás Maduro, prevê tarifas pesadas para países que continuarem a enviar petróleo a Havana, com foco em México, principal fornecedor após a Venezuela.
Mexico está numa encruzilhada. O país já reduziu drasticamente o envio de petróleo para Cuba, indo de cerca de 22 mil para 7 mil barris diários, e encerrou as remessas antes de a ordem entrar em vigor. A pausa é descrita pelo governo mexicano como decisão soberana, mas há relatos de retaliação norte-americana.
A reação de Claudia Sheinbaum foi imediata. A presidente ressaltou que México forneceria ajuda humanitária a Cuba e criticou o risco de crise humanitária, prometendo solidariedade ao povo cubano. Ao mesmo tempo, afirmou que busca evitar impactos econômicos para o México.
A situação em Cuba se agravou com o isolamento energético. O governo cubano instituiu racionamento de energia, companhias aéreas reduziram voos e hospitais públicas suspenderam procedimentos. O país tenta manter redes de fornecimento sob forte pressão econômica.
Mexicanos tentam equilibrar a relação com Cuba e a pressão dos EUA. Two navios da Marinha mexicana levaram ajuda humanitária para Cuba, sem petróleo, segundo fontes oficiais. Sheinbaum confirmou que o óleo continua em suspensão para não prejudicar a relação com Washington.
Analistas descrevem o dilema como um jogo diplomático complexo. A relação México-EUA permanece crucial, especialmente com negociações em curso sobre o USMCA. Há também rumores de que Trump pode exigir mais concessões ou até considerar mudanças no pacto comercial.
A história reflete um histórico de cooperação entre México e Cuba, com laços que vão desde envio de médicos cubanos até apoio diplomático. O governo de esquerda de Sheinbaum tenta manter essa tradição, sem provocar atrito direto com os EUA.
Especialistas apontam que a pressão norte-americana pode intensificar, ampliando o leque de medidas sobre remessas, voos e fronteiras. Em paralelo, Cuba sinaliza disposição para diálogo, desde que não haja pressões nem condições prévias.
A tensão entre Havana e Washington permanece alta, com impactos indiretos para o México. Especialistas destacam o risco de migração irregular caso a crise cubana se agrave, o que adiciona pressão interna a Sheinbaum.
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