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Ucrânia aprova resolução para evacuação de artefatos na linha de frente

Governo da Ucrânia adota resolução para evacuar mais de três milhões de artefatos de zonas de frente, com evacuação a pelo menos 75 quilômetros da frente

Workers move the Annunciation to the Blessed Virgin of the Bohorodchany Iconostasis in the Andrey Sheptytsky National Museum, Lviv, on 4 March 2022, as part of safety preparations
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  • O governo da Ucrânia aprovou uma resolução para simplificar a evacuação de mais de três milhões de peças de patrimônio cultural de zonas de frente.
  • A medida estabelece que 50 quilômetros da linha de frente passam a ser uma zona clara para evacuação obrigatória, com objetos movidos para pelo menos 75 quilômetros de distância.
  • Há um sistema de evacuação em três etapas, que pode ser acionado pelo responsável da instituição em caso de ameaça, sem necessidade de aprovação prévia.
  • Cerca de 670 mil artefatos já foram evacuados desde a invasão, mas ativistas apontam que ainda há cerca de 1,7 milhão em território ocupado. Em 2025, aproximadamente 170 mil itens foram retirados.
  • O Fundo de Patrimônio Cultural da Ucrânia, com sede em Bruxelas, deve apoiar museus na evacuação, preservação e digitalização, embora a nova norma valha apenas para coleções estatais, segundo críticos.

Ainda antes do quarto aniversário da invasão em larga escala pela Rússia, o governo da Ucrânia aprovou uma resolução para simplificar a evacuação de mais de 3 milhões de itens de patrimônio cultural das zonas de linha de frente. A medida busca reduzir entraves burocráticos e ampliar a proteção de museus durante o conflito.

A resolução cria um modelo mais previsível, sistemático e seguro para a proteção de objetos museais em tempo de guerra, com regras claras, responsabilidade governamental e flexibilidade em situações de crise, segundo anúncio do Ministério da Cultura em 18 de fevereiro.

O texto aumenta a margem de atuação oficial para evacuações rápidas. A partir de agora, itens devem ser movidos para pelo menos 75 km da frente, com procedimentos mais ágeis e transparentes, ainda que haja possibilidade de ações independentes em caso de ameaça.

A proposta foi desenvolvida com participação de ativistas culturais, que acompanham há anos o risco de furtos e danos a acervos. Dados indicam que centenas de milhares de peças já foram retiradas das zonas de ocupação e zonas de risco.

Segundo Olha Sahaidak, líder da Coalizão de Atores Culturais, milhares de itens permanecem na região ocupada. Ela afirma que a lentidão anterior da evacuação dificultou a proteção de milhares de obras e que a nova sistemática é um avanço, ainda que incompleta.

Em 2025, cerca de 170 mil artefatos teriam sido evacuados, segundo fontes ligadas à iniciativa. Até o início de 2024, aproximadamente 670 mil itens já haviam sido retirados desde a invasão, indicam autoridades culturais e organizações envolvidas no processo.

Aепresa de prioridades, o novo modelo também prevê três estágios de evacuação, conforme o valor cultural dos itens. A medida envolve instituições com autonomia de ação frente a ameaças, sem necessidade de aprovação prévia para cada decisão.

O Ministério da Cultura informou que a iniciativa busca proteger o patrimônio público, com foco inicial em museus estatais. A atuação abrangente para coleções privadas e de instituições de ensino ainda depende de marcos legais adicionais, segundo especialistas.

Representantes do Fundo de Patrimônio Cultural da Ucrânia, que terá sede em Bruxelas até o fim da guerra, destacam o papel internacional do apoio à evacuação, armazenamento e conservação de bens culturais. A expectativa é ampliar cooperação com museus e instituições europeias.

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