- Em fevereiro de 2022 começou a invasão russa; após quatro anos, a guerra entra no quinto ano.
- Mortes e refugiados: civis estimados em cerca de 15 mil, militares entre 55 mil (Ucrânia) e mais de 117 mil (estimativas russas); cerca de 6 milhões de ucranianos estão refugiados no exterior.
- Destruição e minas: cidades do leste, como Bakhmut e Toretsk, estão em ruínas; cerca de 20% do território ucraniano está contaminado por minas; o custo de reconstrução é estimado em mais de US$ 558 bilhões na próxima década.
- Situação no front: a Rússia ocupa cerca de 20% do território ucraniano, com grande parte do Donbass sob controle russo ou pró-russo; confrontos seguem na região entre Donbass, Kherson, Zaporizhzhia e áreas ao norte e centro.
- Diplomacia e apoio internacional: negociações desde 2025, sem avanços significativos; a União Europeia é o principal suporte financeiro e militar, com os EUA reduzindo participação após o retorno de Donald Trump; aliados fornecem armas, munições e inteligência.
A guerra entre Ucrânia e Rússia, iniciada pela invasão russa de 24 de fevereiro de 2022, avança para o quinto ano. O conflito permanece o mais intenso da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com batalhas concentradas no leste do país.
Segundo o último balanço da ONU, em 2025 cerca de 15 mil civis morreram e 40.600 ficaram feridos em território ucraniano. A organização ressalta que o número real é provavelmente maior devido ao acesso restrito a áreas ocupadas.
Estimativas de baixas militares variam amplamente. O governo ucraniano informou, em fevereiro, cerca de 55 mil soldados mortos desde 2022, cifra considerada incompatível com o tamanho do conflito. A Rússia não divulga números oficiais, mas fontes independentes apontam mais de 117 mil baixas.
A costa humana também inclui deslocados: cerca de 6 milhões de ucranianos vivem fora do país, segundo dados da ONU. Em termos de destruição, cidades como Bakhmut e Toretsk ficaram em ruínas no leste, após meses de combates intensos.
A rede de energia ucraniana sofreu interrupções frequentes devido aos ataques russos, afetando milhões de pessoas. Além disso, cerca de 20% do território está contaminado por minas, de acordo com a ONU.
Destruição e economia
O custo da reconstrução da Ucrânia é avaliado em mais de 558 bilhões de dólares na próxima década, segundo governo, UE, Banco Mundial e ONU. A guerra prejudicou infraestrutura, exportações e o emprego, com queda expressiva do PIB em 2022.
A Rússia enfrenta dificuldades econômicas provocadas por sanções ocidentais, inflação elevada e déficits orçamentários. Ainda assim, o país conseguiu manter produção bélica e redirecionar rotas de comércio para outras regiões.
Front e negociações
Após movimentos militares em 2022 e 2023, o conflito se tornou uma guerra de desgaste, com avanços lentos e uso intenso de drones. A Rússia detém aproximadamente 20% do território ucraniano, incluindo partes relevantes de Donbass.
Donetsk teve quase 83% sob controle russo ou pró-russo, segundo análise baseada em dados do ISW e da AFP. Regiões de Kherson, Zaporizhzhia e áreas menores em Sumy, Kharkiv e Dnipropetrovsk também sofreram ocupação.
Diplomacia tem avançado lentamente desde 2025. Várias rodadas de negociações, em Istambul, Abu Dhabi e Genebra, não produziram acordos duradouros. Moscou e Kiev divergem sobre territórios e cessar-fogo.
Apoios internacionais e cenário de alianças
Desde 2022, a Ucrânia recebe ajuda significativa de países ocidentais, principalmente para defesa. A União Europeia destinou dezenas de bilhões de dólares em apoio, com promessas adicionais, enquanto os EUA reduziram o suporte direto após o retorno de Trump.
Relatórios indicam fornecimento de tanques, blindados, artilharia e sistemas de defesa por parte de aliados europeus e norte-americanos. Países terceiros, como Coreia do Norte para a Rússia e Irã para Moscou, também contribuíram com material bélico.
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