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Grupos de ajuda solicitam ao Supremo de Israel suspensão de ONGs em Gaza

Grupos de ajuda solicitam ao Supremo de Israel suspender a decisão de fechar ONGs em Gaza, destacando riscos humanitários catastróficos se as operações encerrarem

Palestinians push a cart past the rubble of residential buildings destroyed during the two-year Israeli offensives, in Gaza City, February 17, 2026. REUTERS/Mahmoud Issa
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  • Trinta e sete organizações internacionais, entre elas Médicins Sans Frontières e o Conselho Norueguês para Refugiados, entraram com uma petição na Suprema Corte de Israel para manter operações em Gaza.
  • O governo ordenou o encerramento das atividades em Gaza e na Cisjordânia ocupada em sessenta dias, a menos que cumpram regras que incluem oferecer detalhes de seus funcionários.
  • As organizações argumentam que compartilhar dados dos trabalhadores colocaria a segurança deles em risco, especialmente após ataques contra trabalhadores humanitários.
  • Serviços especializados, como hospitais de campo, poderiam ser interrompidos, e órgãos da ONU alertaram que apenas uma fração da resposta humanitária necessária poderia ser mantida.
  • A petição conjunta foi apresentada por dezoito ONGs e pela Associação de Organizações Internacionais de Desenvolvimento, buscando suspensão urgente da decisão.

Dozens de grupos de ajuda entraram com uma petição na Suprema Corte de Israel para permitir que continuem atuando em Gaza, ante a possibilidade de suspensão de atividades. A ação ocorre após ordem israelense de encerrar operações na faixa de Gaza e na Cisjordânia ocupada dentro de 60 dias, caso não cumpram novas regras de divulgação de dados de funcionários.

A defesa sustenta que compartilhar informações de funcionários coloca em risco a segurança de trabalhadores humanitários. Diversos profissionais foram mortos ou feridos durante o conflito em Gaza. O governo de Israel afirmou que os registros visam evitar desvios de ajuda por grupos armados, argumentação contestada pelas organizações assistenciais.

Sete grupos internacionais e a Associação de Agências de Desenvolvimento Internacional assinam a petição encaminhada à Alta Corte de Justiça. O pleito foi apresentado no domingo, com pedido de suspensão urgente da decisão para evitar impactos humanitários graves.

Entre as entidades atingidas, há organizações especializadas, incluindo hospitais de campo e serviços essenciais de apoio. O coordenador voluntária da ONU alertou que, mesmo com permissão de atuação, a capacidade de resposta pode ficar aquém da necessidade na Faixa de Gaza, que enfrenta alta vulnerabilidade.

As organizações afirmam que a exigência de dados de funcionários pode inviabilizar operações já em curso. Um exemplo citado é o caso da Humanity and Inclusion, que perdeu acesso a educadores estrangeiros responsáveis por instruções sobre riscos de armas explosivas após a deregistriação.

Ainda sem resposta oficial, o governo israelense não comentou de imediato o conteúdo da petição nem as eventuais implicações das novas regras para o fluxo de ajuda humanitária na região.

Consequências humanitárias

Fontes associadas destacam que a suspensão de grupos pode reduzir significativamente a capacidade de resposta a crises, especialmente em áreas carentes de abrigo e alimento. Entidades ainda operantes podem precisar redobrar esforços para manter serviços críticos.

Especialistas ressaltam que a retirada de equipes estrangeiras pode comprometer atividades de saúde, educação e proteção civil, com impactos diretos para populações vulneráveis. Organizações de campo reiteram a importância de manter operações para evitar agravamento da crise.

Anne-Claire Yaeesh, da Humanity and Inclusion, informou que a equipe externa responsável por orientar sobre riscos de explosivos precisou deixar Gaza, e a ausência de novos profissionais impede a continuidade de atividades essenciais.

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