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Paquistão e forças afegãs trocam fogo após ataques aéreos aumentarem tensões

Confrontos na fronteira Paquistão-Afeganistão se intensificam após ataques aéreos, com versões conflitantes sobre a origem do choque e civis feridos

Residents gather as machinery clears the debris of a damaged house, following the Pakistani air strikes, in Nangarhar, Afghanistan, February 22, 2026. REUTERS/Stringer/File Photo
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  • Fogo voltou a ocorrer entre forças paquistanesas e afegãs na fronteira, dias após ataques aéreos do Paquistão no Afeganistão aumentarem as tensões.
  • Islamabad acusa autoridades talibãs afegãs de iniciarem o confronto com “tiros não provocados” nas sub-regiões de Torkham e Tirah; Bagdá? (evitar).
  • Canais afegãos dizem que as forças paquistanesas abriram fogo e as tropas afegãs teriam respondido; incidente ocorreu na área Shahkot, Nazyan, no leste do Afeganistão, e terminou sem baixas afegãs.
  • Ataques aéreos paquistaneses no fim de semana miraram acampamentos do Tehreek-e-Taliban Pakistan e do Estado Islâmico no Jor da região oriental afegã, com morte de cerca de 70 militantes, segundo fontes de segurança.
  • Missão de Assistência da ONU afirmou ter relatos confiáveis de ao menos 13 civis mortos e sete feridos em Nangarhar; Paquistão afirma que líderes do TTP atuam em território afegão, o que Kabul nega.

O Ke border entre Paquistão e Afeganistão voltou a registrar confronto nesta terça-feira, após ataques aéreos paquistaneses terem elevando a tensão. Em várias linhas do fronte, forças de ambos os lados trocaram fogo, com relatos divergentes sobre quem iniciou. A escalada ocorre dias depois de ataques aéreos paquistaneses no leste do Afeganistão.

Segundo o porta-voz do governo paquistanês, Mosharraf Zaidi, as autoridades afegãs teriam aberto fogo de forma não provocada nas subáreas de Torkham e Tirah, provocando resposta imediata das forças paquistanesas. Zaidi afirmou ainda que eventuais provocações seriam enfrentadas com firmeza.

Autoridades afegãs apresentaram uma versão oposta. Zabihullah Noorani, responsável pela informação em Nangarhar, informou que os disparos teriam partido das forças paquistanesas na região de Shahkot, no distrito de Nazyan, e que o combate teria cessado sem vítimas afegãs. Mawlawi Wahidullah, porta-voz de um corpo do Exército atuante no leste, disse que a troca de tiros ocorreu durante patrulha perto da Linha Durand e não foi retaliatória, apenas resposta a fogo vindo de fora.

Contexto e impactos

Além dos confrontos, Islamabad afirmou que ataques aéreos no fim de semana miraram acampamentos do Tehreek-e-Taliban Pakistan e do Estado Islâmico no Khorasan, no Afeganistão Oriental, com autoridades de segurança estimando o saldo de militantes mortos em cerca de 70. A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão destacou relatos confiáveis de pelo menos 13 civis mortos e sete feridos em Nangarhar, apesar de números de fontes talibãs serem superiores. Não foi possível à Reuters verificar de forma independente as contagens.

Paquistão sustenta que líderes do TTP operam a partir de território afegão, uma alegação que Kabul nega. A situação amplia uma fronteira de aproximadamente 2,6 mil quilômetros, já marcada por tensões desde ataques paquistaneses ocorridos no fim de semana e por encontros militares que ameaçam um cessar-fogo frágil depois de confrontos em outubro.

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