Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Plano de batalha de Trump contra o Irã

Plano de batalha para o Irã é avaliado no governo dos EUA, com opções militares, riscos de retaliação regional e incertezas estratégicas

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Após a operação na Venezuela, o presidente dos Estados Unidos trabalha com opções para um possível ataque ao Irã, com o general David Petraeus discutindo cenários apresentados aos principais conselheiros.
  • O presidente da Junta dos Chefes de Estado-Maior tem o papel de apresentar opções e riscos, incluindo a contagem de mísseis iranianos, baterias de defesa e localização de lançadores.
  • Entre as opções estão: demonstração de poder, golpe de estado para tirar o líder supremo, ataque aéreo sustentado contra a força de mísseis iraniana e ações contra redes de drones e plataformas de lançamento.
  • Outros desdobramentos considerados: mineração do Estreito de Hormuz, ataques a navios e possíveis ações de proxies na região, como Hezbollah, além de avaliações sobre efeitos políticos e humanitários de uma possível queda de regime.
  • Na inteligência, haveria uso de múltiplas fontes — humana, sinais, cyber, geoespacial — com cooperação próxima de parceiros como Mossad e Unit 8200 para mapear estoques, lançadores móveis e vulnerabilidades.

Após a operação bem-sucedida para capturar o líder da Venezuela no mês passado, o governo dos EUA sob Donald Trump analisa cenários sobre um possível novo ataque, desta vez contra o Irã. A discussão foi pauta do FP Live, com o consultor David Petraeus, ex-comandante militar e ex-diretor da CIA, sobre opções que o presidente pode receber de seus assessores.

Segundo Petraeus, o comunicado público recente revela vazamentos sensíveis, mas também evidencia que o presidente recebe uma variedade de opções para alcançar objetivos com diferentes níveis de risco. Entre os temas, destacam-se estimativas de estoques de mísseis iranianos, localização de lançadores e a necessidade de interceptores para conter ataques.

Análise sobre capacidades militares do Irã aponta que o regime estaria mais vulnerável a ataques aéreos e de mísseis, ainda que haja incertezas sobre a capacidade de dano reversível a alvos críticos. O risco de invasões de áreas com bases militares americanas, além de ações de proxies na região, também foi citado como variáveis importantes no planejamento.

Opções de atuação militar

Entre as opções discutidas estão demonstrações de força para pressionar o Irã, ataques de alto escalonamento para tentar incapacitar lideranças, e campanhas aéreas contínuas para neutralizar a capacidade de mísseis remanescentes. Também se cogita ações contra infraestrutura de lançamento de drones, navios que operam no estreito de Hormuz e locais usados para ataques de retaliação.

A estratégia seria apoiada por uma força considerável no Golfo, com dois porta-aviões e dezenas de caças, além de sistemas de defesa antimíssil. Contudo, especialistas alertam que, mesmo com capacidade militar robusta, é improvável que tais ações provoquem uma mudança de regime, ao menos em curto prazo.

Inteligência e cooperação regional

De acordo com Petraeus, a White House depende de uma vasta gama de fontes: humano, sinais, ciberespião e inteligência aberta, além de cooperação próxima com Israel, incluindo agentes de Mossad e Unit 8200. A identificação de lugares de lançamento móvel e de estoques de mísseis é apontada como desafio-chave para qualquer operação mais agressiva.

A depender do contexto, a cooperação com aliados na região é considerada essencial para monitorar reações iranianas. A retirada de pessoal não essencial de algumas embaixadas foi mencionada como sinal de cautela diante de possíveis retaliações.

Cenário internacional e riscos

O panorama internacional envolve China e Rússia, que observam com cautela os desdobramentos. A avaliação de Petraeus indica que Moscou está fortemente envolvida na Ucrânia e não detém grandes recursos para apoiar o Irã; a China, por sua vez, acompanha o desenrolar, sem pressa para se aliar de forma mais estreita ao regime iraniano.

Por fim, o ex-diretor da CIA ressalta que a operação de maior escala exigiria avaliação cuidadosa de objetivos, riscos e possíveis consequências humanitárias, como fluxos de refugiados e aumento de extremismo, antes de qualquer decisão.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais