- O jornalista William Waack afirma que cobrir guerras tem impacto psicológico forte, com emoções como compaixão e indignação suspensas pela missão profissional.
- Segundo ele, esse mecanismo funciona como um escudo que protege por fora, mas violenta por dentro.
- Waack disse que se arrepende de como conduziu seus relacionamentos após voltar de conflitos e que a readaptação é muito difícil.
- Ele é formado em ciências políticas, sociologia e comunicação pela Johannes Gutenberg-Universität Mainz, na Alemanha, e tem mestrado em relações internacionais.
- Sobre o Oriente Médio, o jornalista afirma que o Irã vive cansaço ideológico, mas a resistência ao Ocidente fortalece o regime; as ameaças externas tendem a consolidá-lo. Disponível no Spotify.
William Waack, jornalista veterano, comentou os impactos psicológicos de cobrir guerras em entrevista no podcast Lado B, com Marcos Lisboa. O relato destaca desafios de quem acompanhou conflitos armados ao longo de décadas.
Ele descreveu que emoções como compaixão e indignação são suprimidas pela obrigação profissional, funcionando como um escudo que protege por fora e corrói por dentro. A percepção é de que a readaptação é complexa após as coberturas.
Waack reforçou que, ao retornar de guerras, muitos aspectos da vida pessoal são afetados. O profissional aponta que ninguém retorna igual e que o desgaste emocional é intenso, especialmente para quem viveu situações extremas.
Formação e contexto político
Formado em ciências políticas, sociologia e comunicação na Universidade de Mainz, Waack também é mestre em relações internacionais. Ele compartilhou a visão sobre o atual cenário do Oriente Médio.
Para o jornalista, o Irã enfrenta um cansaço ideológico, embora ameaças externas fortaleçam o regime internamente. A resistência ao Ocidente é citada como elemento de coesão nacional, especialmente diante de declarações de líderes estrangeiros.
O comentário de Waack integra a primeira temporada do podcast Lado B e está disponível no Spotify, conforme informou o programa.
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