- Pelo menos vinte e cinco pessoas foram mortas e várias casas foram incendiadas em ataques gêmeos nas aldeias de Kirchinga, no distrito de Madagali, e Garaha, no vizinho Hong, no estado de Adamawa, no nordeste da Nigéria.
- Os ataques teriam ocorrido na terça-feira à noite; os aggressores chegaram vestidos com uniformes militares, o que levou moradores a confundirem-nos com soldados em patrulha. Em Kirchinga, foram recuperados dezoito corpos.
- Em Garaha, setes residentes foram mortos quando os ataque foram realizados por mais de cinquenta motocicletas; três soldados também teriam sido mortos em um ataque a uma base militar próxima, e uma escola foi incendiada.
- Muitos moradores fugiram para a cidade de Mubi, a mais próxima de maior porte.
- O governador do estado, Ahmadu Umaru Fintiri, condenou os ataques como atos de terrorismo covardes e afirmou que não permitirá que terroristas minem os esforços de paz e de estabilidade.
Dois ataques simultâneos deixaram ao menos 25 mortos na noite de terça-feira em Adamawa, nordeste da Nigéria. Homens armados atacaram as aldeias de Kirchinga, no distrito de Madagali, e Garaha, em Hong, chegando próximas à Floresta Sambisa, onde atuam Boko Haram e ISWAP. Os ataques ocorreram de forma coordinada, com fogo cruzado sobre moradias e estruturas locais.
Em Kirchinga, o chefe da aldeia, Abubakar Lawan Kanuri, disse que os atacantes chegaram já no fim da tarde vestidos com uniformes militares, o que levou moradores a confundirem-nas com patrulhas oficiais. Segundo ele, 18 corpos foram recuperados naquele vilarejo.
Na outra comunidade, Garaha, moradores relatam invasão de mais de 50 motocicletas. Sete pessoas morreram, e o ataque atingiu também uma base militar próxima, conforme relato de Musa Isa, que escapou por pouco. Uma escola também foi incendiada e vários residentes fugiram para Mubi.
Contexto de insegurança na região
A polícia local e autoridades afirmam que as ofensivas reforçam a persistente insegurança no nordeste da Nigéria, epicentro de uma insurgência de 17 anos. O governador do estado, Ahmadu Umaru Fintiri, condenou os ataques como atos terroristas e afirmou que não permitirá que insurgentes sabote a busca pela paz e pela estabilidade.
Segundo moradores, parte da população já deixou as vilas atingidas, buscando abrigo em cidades próximas ou nas comunidades maiores da região. Autoridades regionais não forneceram números atualizados de desabrigados ou de danos materiais além dos relatos iniciais. O caso permanece em apuração pelas forças de segurança.
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