- STF condena os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão por serem mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018, no Rio de Janeiro.
- O julgamento da Primeira Turma foi concluído na manhã desta quarta-feira, com votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
- A condenação repercutiu na imprensa internacional, com reportagens do The New York Times, Reuters e Clarín.
- The New York Times destaca que a decisão encerra um caso que gerou protestos e questionamentos sobre impunidade envolvendo polícia e figuras poderosas no Brasil.
- A Reuters aponta que a decisão encerra um processo de oito anos para responsabilizar os responsáveis pelo assassinato de Marielle Franco, em um país onde crimes costumam ficar impunes.
O Supremo Tribunal Federal condenou os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão. A acusação os considerou mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018, no Rio de Janeiro. A decisão foi anunciada pela Primeira Turma nesta quarta-feira.
O julgamento, que durou anos, encerra o processo envolvendo suspeitas de parceria entre uma organização criminosa e autoridades para ocultar o crime. Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino votaram pela condenação.
Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, e Domingos Brazão, ex-conselheiro do TCE-RJ, teriam liderado a ação para eliminar as vítimas. A pena pode chegar a 76 anos, conforme a participação de cada um no caso.
Repercussão internacional
A decisão foi veiculada por veículos estrangeiros. O The New York Times ressaltou que a sentença encerra um ciclo de oito anos de buscas por justiça. A agência Reuters destacou o peso do caso para credibilidade do sistema criminal brasileiro.
O diário argentino Clarín mencionou o papel dos irmãos na liderança de um grupo ligado a ocupação de terras na zona oeste do Rio. A reportagem ressalta o impacto do veredito em meio a críticas sobre impunidade institucional no Brasil.
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