- Coreia do Sul e os Estados Unidos realizarão os exercícios Freedom Shield de 9 a 19 de março, segundo autoridades militares.
- O treinamento é descrito como defensivo, ainda que seja alvo de críticas da Coreia do Norte.
- O exercício também apoiará a preparação para a transferência do comando operacional de guerra para a Coreia do Sul, com meta para encerrar durante o mandato do presidente Lee Jae Myung em 2030.
- As atividades devem incluir cenários de dissuasão relacionados às armas nucleares da Coreia do Norte.
- As negociações sobre ajustes nos treinos de campo seguem até o último minuto, e Pyongyang não confirmou aceitação até o momento.
O governo da Coreia do Sul e os Estados Unidos anunciaram exercícios militares conjuntos chamados Freedom Shield, entre 9 e 19 de março. A atividade ocorre no território sul-coreano e envolve treinamento defensivo de alta intensidade, com participação de forças de ambos os países. A finalidade é fortalecer a prontidão e a interoperabilidade entre as tropas.
Segundo autoridades, o foco é manter a defesa nacional frente a eventuais ameaças da Coreia do Norte, incluindo cenários de dissuasão ligados a armas nucleares. As equipes devem realizar treinamentos em múltiplos domínios e exercícios de comando e controle, comuns em edições anteriores.
O anúncio também reafirma a preparação para a eventual transferência de controle operacional de guerra, conhecido como wartime OPCON, para Seul. O objetivo é concluir essa transição antes do fim do mandato do presidente sul-coreano, em 2030.
Detalhes da operação
As autoridades dizem que o Freedom Shield deste ano continua a enfatizar a defesa, sem ampliar o tom ofensivo. O cronograma coincide com a agenda regional de segurança e com a circulação de informações sobre o progresso da transferência de comando.
Avalia-se que as atividades incluirão exercícios que simulam situações de crise, com participação de comandos estratégicos. As negociações para ajustar treinamentos de campo seguem em andamento, até a véspera da abertura.
Contexto regional
A Coreia do Norte, que detém o décimo Congresso do Partido Trabalhista, pode concluir a reunião com desfiles militares e demonstrações de capacidade bélica. Pyongyang tem condenado repetidamente as manobras sul-coreanas e americanas como invasão.
O governo sul-coreano busca abrir vias de diálogo com o Norte, mas até o momento não houve resposta positiva. Critérios de transparência e disponibilidade de informações têm sido um ponto de debate entre Seul e Washington.
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