- Amanda Sloat, ex-assessora de Biden, alerta que a desconfiança entre Europa e EUA pode durar uma geração e exige resistência europeia ao autoritarismo de Trump.
- Ela afirma que a relação transatlântica não voltará ao formato de antes, mesmo com futuras administrações, ressaltando rupturas de confiança em dois momentos distintos.
- O apoio europeu é visto como crucial para manter a defesa e a cooperação, especialmente diante de questões como eleições, ICE e impactos de políticas de segurança.
- Sloat destaca dependência tecnológica e econômica dos EUA; recomenda que a Europa invista em capacidades próprias e em uma via de defesa mais autônoma, sem abandonar a cooperação com os EUA.
- Em um mundo multipolar, ela aponta que China e Rússia ganham espaço, que a Europa não deve se aproximar demais de Pequim e que é essencial fortalecer instituições democráticas nacionais para enfrentar extremismos.
Amanda Sloat, ex-assessora de Biden, afirma que a desconfiança entre Europa e EUA pode durar uma geração. A analista, que atuou em segurança nacional e diplomacia para dois presidentes democratas, falou de maneira direta sobre o futuro da aliança transatlântica.
A pesquisadora vive em Madrid desde o ano passado, leciona na IE University e conduz o podcast Power & Purpose. Em entrevista concedida a o El País, Sloat descreve uma erosão da confiança entre as partes e aponta riscos para a cooperação ocidental.
Contexto transatlântico
Segundo a ex-assessora, a relação entre EUA e União Europeia está sob pressão. Ela cita ações do governo americano, debates legislativos e decisões judiciais que tensionam a cooperação institucional, além de ataques a políticas de cooperação internacional.
Caminho da resistência europeia
Sloat reforça a necessidade de a Europa manter mobilização interna. Ela cita exemplos de protestos e boicotes como indicadores de resistência civil contra medidas adotadas pela administração Trump, e destaca a importância de fortalecer instituições democráticas no continente.
Riscos e cenários futuros
A entrevistada afirma que, mesmo com um eventual novo presidente democrata, a confiança entre as partes não retorna rapidamente. Ela ressalta a dependência tecnológica europeia de empresas americanas e a necessidade de desenvolvimento de capacidades próprias.
A visão sobre China e políticas de defesa
A analista vê o mundo cada vez mais multipolar. Ela recomenda que a Europa não dependa de Washington para questões estratégicas e defenda um caminho gradual para uma defesa europeia autônoma, sem perder cooperação com os EUA.
Amanda Sloat chegou a Madrid para lecionar e, segundo o relato, mantém preocupação com a deriva política nos EUA. A especialista aponta impactos globais de possíveis recuos democráticos e chama a Europa a reforçar suas próprias instituições.
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