Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Desconfiança entre EUA e Europa durará uma geração, diz ex-assessora de Biden

Ex-assessora de Biden afirma que a desconfiança entre Estados Unidos e Europa pode levar uma geração para se recompor, pressionando alianças transatlânticas

Amanda Sloat, en las instalaciones de EL PAÍS en Madrid el 12 de febrero.
0:00
Carregando...
0:00
  • Amanda Sloat, ex-assessora de Biden, alerta que a desconfiança entre Europa e EUA pode durar uma geração e exige resistência europeia ao autoritarismo de Trump.
  • Ela afirma que a relação transatlântica não voltará ao formato de antes, mesmo com futuras administrações, ressaltando rupturas de confiança em dois momentos distintos.
  • O apoio europeu é visto como crucial para manter a defesa e a cooperação, especialmente diante de questões como eleições, ICE e impactos de políticas de segurança.
  • Sloat destaca dependência tecnológica e econômica dos EUA; recomenda que a Europa invista em capacidades próprias e em uma via de defesa mais autônoma, sem abandonar a cooperação com os EUA.
  • Em um mundo multipolar, ela aponta que China e Rússia ganham espaço, que a Europa não deve se aproximar demais de Pequim e que é essencial fortalecer instituições democráticas nacionais para enfrentar extremismos.

Amanda Sloat, ex-assessora de Biden, afirma que a desconfiança entre Europa e EUA pode durar uma geração. A analista, que atuou em segurança nacional e diplomacia para dois presidentes democratas, falou de maneira direta sobre o futuro da aliança transatlântica.

A pesquisadora vive em Madrid desde o ano passado, leciona na IE University e conduz o podcast Power & Purpose. Em entrevista concedida a o El País, Sloat descreve uma erosão da confiança entre as partes e aponta riscos para a cooperação ocidental.

Contexto transatlântico

Segundo a ex-assessora, a relação entre EUA e União Europeia está sob pressão. Ela cita ações do governo americano, debates legislativos e decisões judiciais que tensionam a cooperação institucional, além de ataques a políticas de cooperação internacional.

Caminho da resistência europeia

Sloat reforça a necessidade de a Europa manter mobilização interna. Ela cita exemplos de protestos e boicotes como indicadores de resistência civil contra medidas adotadas pela administração Trump, e destaca a importância de fortalecer instituições democráticas no continente.

Riscos e cenários futuros

A entrevistada afirma que, mesmo com um eventual novo presidente democrata, a confiança entre as partes não retorna rapidamente. Ela ressalta a dependência tecnológica europeia de empresas americanas e a necessidade de desenvolvimento de capacidades próprias.

A visão sobre China e políticas de defesa

A analista vê o mundo cada vez mais multipolar. Ela recomenda que a Europa não dependa de Washington para questões estratégicas e defenda um caminho gradual para uma defesa europeia autônoma, sem perder cooperação com os EUA.

Amanda Sloat chegou a Madrid para lecionar e, segundo o relato, mantém preocupação com a deriva política nos EUA. A especialista aponta impactos globais de possíveis recuos democráticos e chama a Europa a reforçar suas próprias instituições.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais