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Ponte estaiada brasileira é transportada de avião para Angola

Ponte estaiada é transportada de São Paulo a Luanda em voo único, com 48 toneladas em seis dias, acelerando a obra do centro de convenções

Fotografia do avião Cargolux B747-400F.
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  • Operação aérea inédita transportou 48 toneladas de peças da ponte estaiada da Protende ABS, de São Paulo para Luanda, em apenas seis dias, em voo charter com a Boeing 747F.
  • A ponte conectará o Centro de Convenções de Luanda, em Chicala, à nova Marginal, em um complexo de 72 mil m² com teatro de três mil lugares, orçado em US$ 316,8 milhões.
  • A DHL Global Forwarding coordenou o transporte, reunindo cerca de 20 profissionais para unir engenharia do cliente e logística, com cronograma crítico.
  • Por causa do peso e das dimensões, as peças exigiram embalagens e estruturas de fixação sob medida, desenvolvidas no próprio aeroporto, em operação de embalagem just-in-time.
  • O transporte aéreo, mais rápido que o marítimo (que levaria cerca de 70 dias), enfrentou desafios de segurança, já que as peças não podiam se mover durante o voo; a inauguração estava prevista para abril.

O setor logístico brasileiro realizou uma operação inédita para transportar uma ponte estaiada do Brasil até Luanda, Angola. A missão envolveu 48 toneladas de estruturas, carregadas em apenas seis dias, em um voo direto a partir de São Paulo. O objetivo era viabilizar a construção de um novo Centro de Convenções em Luanda, com inauguração prevista para o próximo ano.

A ponte, produzida pela Protende ABS, deveria conectar o Centro de Convenções à nova Marginal de Luanda. A escolha pela rota aérea levou em conta o prazo de entrega e a distância, que torna o transporte marítimo mais moroso. A operação contou com a participação de 20 profissionais da logística.

Detalhes da operação

A DHL Global Forwarding conduziu a carga, que foi alugada em voo charter na aeronave Boeing 747F. Em comparação com o transporte marítimo, o envio aéreo reduz o tempo de deslocamento de cerca de 70 dias para apenas 6 dias.

Desafios técnicos

As peças da ponte excederam as capacidades de um transporte padrão de aeronave, exigindo soluções de engenharia para acomodação. Embalagens especiais, estruturas de fixação sob medida e bases de madeira foram desenvolvidas no próprio aeroporto, garantindo proteção e segurança durante o voo.

Entre os itens transportados estavam tubos antivandalismo, usados para revestir os cabos de sustentação. Um sistema de ancoragem foi criado para prender os componentes aos paletes de bordo sem risco de deslocamento.

Contexto adicional

O projeto de infraestrutura envolve uma área de 72 mil m² e um teatro com 3 mil lugares. A operação é descrita como uma das primeiras exportações por via aérea de sistemas de aterramento no Brasil, abrindo caminho para futuras entregas de componentes pesados por ar.

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