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Tarifa dos EUA pode subir para 15% ou mais para alguns países, diz USTR

Tarifas dos EUA sobem a quinze por cento ou mais para alguns países; governo nega planos de ampliar tarifas contra a China antes da visita de Trump

Shipping containers are stacked on a cargo ship at the port of Oakland following the Supreme Court's ruling that Trump had exceeded his authority when he imposed tariffs, in Oakland,...
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  • A taxa de tarifa dos EUA para alguns países deve chegar a 15% ou mais, partindo dos atuais 10%.
  • O governo não pretende elevar tarifas sobre produtos da China acima dos níveis atuais antes da viagem do presidente Trump à China.
  • As novas tarifas são apresentadas como compatíveis com acordos comerciais existentes e incluem tarifas temporárias sob a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, já em vigor aos 10%.
  • Investigações sob a Seção 301 devem focar em práticas comerciais injustas, como excesso de capacidade industrial, uso de trabalho forçado e subsídios a setores como arroz e frutos do mar.
  • O governo informou que continuará com investigações de segurança nacional sob a Seção 232, e analisará uma possível tarifa para a Indonésia, que já aceitou uma tarifa de 19% em acordo de comércio reciprocal.

O governo dos EUA sinalizou que a taxa de tarifas para alguns países poderá subir para 15% ou mais, partindo dos 10% já em vigor desde terça-feira. A informação foi dada pela representante comercial Jamieson Greer, em entrevista à Fox Business.

Greer afirmou que não há plano de elevar tarifas sobre bens chineses além dos níveis atuais, mesmo com a viagem do presidente Donald Trump à China nos próximos meses. O objetivo é manter a linha de combate a práticas comerciais consideradas injustas.

A proposta envolve substituir tarifas emergenciais derrubadas pela Suprema Corte por novas tarifas, incluindo tarifas temporárias previstas no Section 122 do Trade Act de 1974, que já vale a 10% desde terça-feira. O objetivo é compatibilizar com acordos comerciais existentes.

A estratégia também prevê investigações sob o Section 301 para identificar práticas de concorrência desleal, como capacidade industrial excessiva, uso de trabalho forçado na cadeia de suprimentos, discriminação a firmas americanas ou subsídios a certos produtos, incluindo arroz e frutos do mar.

Greer disse que autoridades vêm destacando, junto a autoridades chinesas, o problema de capacidade industrial ociosa e apoio governamental a empresas com prejuízo. Segundo ele, é necessário manter tarifas sobre a China, Vietnã e outros países que apresentem esse quadro.

Medidas de tarifas e investigações

O texto da administração visa criar uma estrutura de tarifas complementares a acordos comerciais já firmados, com ênfase no uso de Section 301 como mecanismo de fiscalização. O objetivo é alinhar as ações com os compromissos assumidos em acordos recentes.

O governo também indicou que continuará investigações de segurança nacional sob o Section 232, destinadas a proteger setores estratégicos, enquanto o Departamento de Comércio trabalha em outras iniciativas do governo federal.

Greer mencionou ainda que, em relação a acordos com outros países, está prevista a abertura de uma investigação sob o Section 301 sobre práticas comerciais da Indonésia, para avaliar capacidade industrial e subsídios pesqueiros. Os resultados devem orientar futuras medidas tarifárias.

A administração informou que pretende manter a continuidade das ações comerciais já em curso, buscando coerência entre novas políticas e os acordos firmados recentemente, sem avançar além das tarifas hoje existentes.

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