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Como a China oculta voos de drones em possível ensaio de Taiwan.

Drone militar chinês usa sinais de transponder falsos em voos no Mar do Sul da China, testando táticas de engano em possível preparação para Taiwan

A satellite image shows large drones at Qionghai Boao International Airport on Hainan Island
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  • Um drone militar chinês de grande porte realizou voos regulares no Mar do Sul da China, desde agosto, transmitindo sinais de transponder falsos para parecer outras aeronaves, incluindo um avião cargueiro belarusso e um caça britânico Typhoon.
  • Ao todo, pelo menos vinte e três voos foram registrados com o indicativo YILO4200, envolvendo rotas que seguem para leste a partir de Hainan, em direção às Ilhas Paracel e ao longo da costa do Vietnã.
  • As operações usam táticas de guerra eletrônica e engodo em tempo real, sugerindo um teste de capacidades de isca caso haja invasão de Taiwan.
  • Embora o mascaramento provavelmente não engane controladores de tráfego ou radares militares, pode causar confusão e ocultar atividades de monitoramento sensíveis, além de uso para propaganda ou desinformação.
  • Especialistas dizem que as rotas simulam um possível ataque a Taiwan, com trajetos passando por áreas com forte atividade naval e próximos a bases dos EUA e do Japão.

Aeronaves chinesas com drone militar de grande porte têm feito voos regulares no Mar do Sul da China nas últimas semanas, transmitindo sinais de transponder falsos para parecerem outras aeronaves. Entre elas, o drone identificado como YILO4200 tem operado desde agosto, segundo dados analisados pela Reuters.

Os voos, realizados principalmente partindo de Hainan em direção ao leste, passaram perto de ilhas disputadas e ao longo da costa do Vietnã, e também sobre a área entre Taiwan. A transposição de identidades de sinalização sugere uso de táticas de desinformação em tempo real.

A operação intriga analistas de segurança e diplomatas da região, que veem a prática como um avanço das táticas cinzentas na região, possivelmente testando capacidades de desvio para um eventual cenário de invasão de Taiwan.

Quem está envolvido

A aeronave é descrita como drone militar chinês de longa endurance, com voos cruzando áreas de alta atividade naval. Em paralelo, aeronaves registradas aparecem nos dados como um relógio de Belarus, Reino Unido e outras origens, quando na verdade são drones chineses.

O registro falso envolve códigos de 24 bits de identificação usados pela Organização de Aviação Civil Internacional, transmitidos por transponders. Pilotos e analistas afirmam que recodar esses códigos é viável, para camuflar a posição, direção e velocidade.

Belarus e outros ativos aparecem nos dados como cobertura para as manobras de resíduos de sinalização; a Rada Airlines, de Belarus, recebeu sanções norte-americanas em 2024 por tráfico de cargas, incluindo pessoas associadas a grupos próximos à Rússia.

Relevância estratégica

As rotas traçadas pelas missões passam por áreas com intensa atividade navais, próximas a bases submarinas chinesas e ao Bashi Channel, corredor estratégico para o alcance no Pacífico. Os itinerários incluem aproximações a bases no Japão e no arquipélago Ryukyu.

Analistas de segurança afirmam que, embora a máscara não garanta camuflagem total ante radares ou controladores de tráfego, pode causar confusão e atrasos durante um conflito, além de ocultar atividades sensíveis de monitoramento.

Hipóteses sobre o uso

Especialistas veem a operação como uma espécie de teste de engação em tempo real, com aeronaves que não são exatamente de perfil baixo. A finalidade pode incluir propaganda, desinformação ou pesquisa de campo para potenciais cenários de conflito envolvendo Taiwan.

Autoridades chinesas não se pronunciaram oficialmente sobre os voos e seus objetivos. O Ministério de Defesa do Reino Unido informou não comentar o assunto. As informações foram obtidas a partir de dados de rastreamento de voos e fontes abertas.

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