- Alertas começarão em março para pais nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá, quando seus filhos pesquisarem repetidamente termos relacionados a suicídio ou automutilação.
- O recurso é opcional e faz parte da configuração de supervisão; pode acionar notificações aos adultos responsáveis.
- A medida ocorre em meio a pressão global por restrições digitais para menores e debates sobre proteção online.
- A política atual do Instagram já bloqueia pesquisas sobre suicídio ou automutilação e direciona para recursos de apoio; agora haverá alertas aos pais.
- Entre as regras da plataforma, contas de adolescentes precisam da autorização dos pais para alterar configurações, com opção de monitoramento adicional mediante consentimento.
A plataforma Instagram anunciou uma medida voltada à proteção de adolescentes. Países como Austrália, Reino Unido, EUA e Canadá receberão alertas destinados aos pais quando filhos explorarem repetidamente termos associados a suicídio ou automutilação em curto intervalo de tempo. A função é opcional e depende da ativação pela família.
A ação ocorre em meio à pressão regulatória global sobre redes sociais para menor exposição de jovens a conteúdos potencialmente prejudiciais. Outros países da Europa já estudam restringir o acesso de menores a plataformas online, seguindo o exemplo australiano, que entrou em vigor no fim do ano passado.
O Instagram, de propriedade da Meta, informa que o recurso aciona notificação aos pais apenas para contas que ativarem a configuração de supervisão. A empresa afirma manter políticas rígidas contra conteúdos que promovam ou glamurizem suicídio ou automutilação. A ação busca orientar para recursos de apoio.
Como funciona o recurso de supervisão
A plataforma diz que, ao detectar buscas repetidas por conteúdo sensível, enviará alertas aos pais cadastrados na configuração de supervisão. O objetivo é orientar famílias a buscar ajuda e a discutir o tema com os adolescentes.
Segundo a política da empresa, pesquisas por termos ligados a suicídio ou automutilação já são bloqueadas e redirecionadas para recursos de apoio. A mudança entra em vigor a partir da próxima semana nos 4 países mencionados.
A passos recentes, governos apontam maior preocupação com danos online a crianças. A discussão envolve privacidade, limites da supervisão parental e alcance regulatório das plataformas de redes sociais. Estudo de políticas públicas tem ganhado impulso internacional.
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