- Rússia questiona como o Board of Peace de Trump vai operar com o Conselho de Segurança da ONU, núcleo da paz internacional desde 1946.
- A ideia foi apresentada em setembro para encerrar a guerra em Gaza, com possível expansão a conflitos globais sob funções tradicionalmente da ONU.
- Os EUA são o único membro permanente do Conselho a participar do Board; Rússia, China, Reino Unido e França não participam.
- O subsecretário Kirill Logvinov afirmou à TASS que o estatuto descreve uma nova estrutura para substituir mecanismos ineficazes e não menciona Gaza no mandato.
- Logvinov ressaltou dúvidas sobre coexistência do Board com a ONU e o Conselho, e que o secretário-geral António Guterres ainda não foi convidado às reuniões.
A Rússia questionou nesta quinta-feira como o Board of Peace, criado por Donald Trump, poderá atuar em conjunto com o Conselho de Segurança das Nações Unidas, órgão central para a pacificação internacional desde o pós-guerra. A posição foi expressa em Moscou.
Segundo autoridades russas, o board se apresenta como uma estrutura internacional capaz de substituir mecanismos considerados ineficazes. O texto não menciona explicitamente a Faixa de Gaza.
O tabuleiro terá o patrocinador e presidente executivo, Trump, com poderes amplos, incluindo vetos e remoção de membros, dentro de limites ainda não detalhados. A função anunciada é de construção de paz conforme o direito internacional.
Contexto
O board foi inicialmente proposto por Trump em 2025, no contexto de seu plano para encerrar o conflito em Gaza. Posteriormente, a missão seria expandida para outras crises ao redor do mundo.
A Rússia destaca que o Conselho de Segurança é o único corpo universalmente reconhecido para a manutenção da paz e segurança internacionais, com atuação sob a ONU. A organização já teve sua primeira reunião em Londres em 1946.
Posicionamentos
Um representante do Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que o Guterres não foi convidado para as reuniões do board até o momento. O conteúdo do estatuto do board afirma funções de construção de paz, sem detalhar a relação com a agenda da ONU.
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