- A IAEA divulgou um relatório confidencial que cobra o Irã para permitir inspeções em todos os seus sites nucleares, destacando Isfahan como área de interesse.
- Isfahan é mencionada por abrigar um novo planta de enriquecimento e urânio armazenado próximo a níveis próximos ao de uso bélico.
- O relatório indica que, antes dos ataques de Israel e dos EUA no ano anterior, o Irã tinha 440,9 kg de urânio enriquecido até 60%.
- Foi confirmado que material enriquecido a 20% e a 60% estava guardado em Isfahan, com atividade veicular regular no complexo de túneis.
- O documento observa que o Irã não forneceu acesso à quarta instalação de enriquecimento declarada desde junho do ano passado.
O Conselho Mundial de Energia Nuclear divulgou um relatório confidencial nesta sexta-feira, pedindo que o Irã permita inspeções em todos os seus sites nucleares. O documento aponta Isfahan como área de interesse devido a uma nova usina de enriquecimento e ao armazenamento de urânio próximo ao nível de armas.
O texto foi enviado a membros do OIÉA antes da próxima reunião trimestral do conselho, que reúne 35 países. As negociações nucleares entre EUA e Irã seguem sem avanço significativo.
O relatório ressalta que ataques militares anteriores complicaram a verificação, mas afirma que é indispensável e urgente que as inspeções ocorram sem atraso. A agência também indica impacto positivo de desfechos nas negociações para a fiscalização no Irã.
Isfahan e o pedido de inspeção
Segundo a IAEA, o Irã tinha, antes dos ataques de 2020, cerca de 441 kg de urânio enriquecido até 60% de pureza, material suficiente para, se processado, chegar a cerca de 10 armas nucleares. A maior parte permanece intacta, de acordo com a agência.
O relatório detalha atividade em Isfahan, onde parte do urânio de alta pureza tem sido armazenada em um complexo de túneis, segundo imagens de satélite. Houve registro de atividades regulares de veículos na entrada do complexo.
Abertura de uma quarta instalação de enriquecimento declarada pelo Irã é mencionada pela primeira vez; ainda não se sabe a localização exata nem se o equipamento está operacional. O Irã não concedeu acesso à infraestrutura declarada pela primeira vez em junho do ano passado.
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