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ONU aponta violência contra mulheres como emergência global

ONU classifica violência contra mulheres como emergência global; casos como Gisèle Pelcot e Jeffrey Epstein evidenciam abusos e impactos graves

Alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, em Genebra
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  • O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, disse que a violência contra as mulheres é uma “emergência global” e citou o feminicídio entre os problemas.
  • Em 2024, cerca de cinquenta mil mulheres e jovens foram assassinadas no mundo, a maioria por membros da própria família.
  • Foram destacados abusos como o caso de Gisèle Pelcot, na França, e o domínio de Jeffrey Epstein para evidenciar exploração e abuso de mulheres e jovens.
  • Türk pediu que os países investiguem todos os crimes, protejam as sobreviventes e assegurem justiça sem medo ou favorecimento.
  • O alto comissário também alertou sobre a normalização do uso da força em conflitos, com quase sessenta guerras ativas e cerca de dez ataques diários a instalações de saúde.

A violência contra as mulheres foi apontada pela ONU como uma emergência global. O Alto Comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, destacou casos emblemáticos, entre eles o de Gisèle Pelicot, na França, e o de Jeffrey Epstein, dos EUA, para ilustrar a gravidade do problema. A fala ocorreu durante a apresentação sobre a situação dos direitos humanos no mundo, em Genebra.

Segundo Türk, aproximadamente 50 mil mulheres e jovens foram assassinadas em 2024, a maioria por familiares. O relato enfatizou a necessidade de investigações rigorosas, proteção às sobreviventes e justiça sem favorecimentos.

Contexto global

O comissário ressaltou a normalização do uso da força em conflitos, descrevendo um cenário de avanço de violações dos direitos humanos. Ele afirmou que o número de conflitos armados quase duplicou desde 2010, atingindo cerca de 60.

Türk apontou preocupação com a queda da reação internacional a violações do direito internacional. Em referência histórica, mencionou que ataques a hospitais gerariam indignação global, hoje ocorrendo, em média, dez ataques diários a instalações de saúde.

O alto comissário concluiu que ignorar atrocidades alimenta massacres e que o direito internacional não pode desmoronar. Em redes sociais, Türk reforçou a mensagem de resistência coletiva aos abusos e à violência sistemática.

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