- Paquistão lançou ataques aéreos contra alvos do governo talibã em Cabul, Kandahar e Paktia durante a noite, elevando a tensão na fronteira de 2.600 km.
- O ministro da Defesa paquistanês chamou o conflito de “guerra aberta”, dizendo que a paciência havia se esgotado.
- O Talibã afirmou ter feito ataques retaliatórios contra instalações militares paquistanesas; Kabul confirmou ataques aéreos sem detalhes.
- Ambos os lados divulgaram números de perdas que não puderam ser verificados de forma independente pela Reuters.
- Observadores ressaltam que a escalada envolve disputas sobre abrigar militantes; mediadores regionais, como Arábia Saudita, Turquia e Rússia, foram mencionados em buscas por cessar-fogo.
O Paquistão informou que bombardeou alvos do governo do Talibã no Afeganistão durante a noite desta sexta-feira, 27. Operações envolveram mísseis ar-terra contra escritórios e postos militares em Cabul, Kandahar e Paktia, com confrontos terrestres ao longo da fronteira de 2.600 km. O governo paquistanês descreveu a ação como resposta a ataques afegãos não provocados.
O Talibã confirmou ataques retaliatórios contra instalações militares paquistanesas, mas não detalhou os planos. Ambas as partes divulgaram números conflitantes sobre perdas, sem verificação independente no momento. O ministro da Defesa do Paquistão anunciou que a paciência terminou e classificou o episódio como guerra aberta.
Khawaja Muhammad Asif, ministro paquistanês, e Mosharraf Zaidi, porta-voz do governo paquistanês, publicaram comunicados sobre os ataques e as ações de retaliação. Em Cabul, moradores relataram sirenes, explosões e jatos de combate, com cenas de incêndios em parte da capital.
Zabihullah Mujahid, porta-voz do Talibã, informou ataques aéreos paquistaneses em Cabul, Kandahar e Paktia, sem fornecer detalhes adicionais. Kandahar, onde o Talibã tem base, também figura na divulgação das ações aéreas atribuídas ao Paquistão.
Em números não verificados, o governo paquistanês afirmou ter registrado 133 combatentes talibãs mortos, mais de 200 feridos e a destruição de 27 postos, com 9 capturas. O Talibã, por sua vez, indicou 55 soldados paquistaneses mortos e 19 postos capturados, além de 8 combatentes talibãs mortos e 13 civis feridos na Nangarhar.
Fontes de segurança paquistanesas destacaram que os ataques ocorrem em um momento de tensão histórica entre Islamabad e Cabul, com acusações mútuas sobre abrigo de militantes. O Talibã nega a acusação e aponta a segurança do Paquistão como questão interna.
As hostilidades elevam o risco de um conflito prolongado na região fronteiriça. Autoridades paquistanesas disseram estar em alerta máximo e ampliaram operações de segurança, incluindo detenções e deportações de cidadãos afegãos em Punjab.
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