Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

UE acelera acordo comercial com o Mercosul, diz Comissão

UE aplica provisoriamente acordo com Mercosul para reduzir tarifas antes da aprovação final, com ratificações em curso

European Commission President Ursula von der Leyen attends the EU commission weekly college meeting, in Brussels, Belgium, March 16, 2022. Olivier Hoslet/Pool via REUTERS
0:00
Carregando...
0:00
  • A União Europeia vai aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir o pioneirismo, anunciou a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen.
  • O acordo, concluído após 25 anos de negociações com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, pode entrar em vigor provisoriamente dois meses após uma troca de notificações entre as partes.
  • A aprovação formal pela Assembleia da União Europeia é necessária, mas a aplicação provisória pode ocorrer antes da ratificação completa, o que pode atrasar a implementação total.
  • O acordo pode eliminar cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações da União Europeia, sendo o maior acordo do bloco em termos de reduções tarifárias.
  • Argentina e Uruguai já ratificaram; o Brasil aprovou pela Câmara dos Deputados e precisa do Senado; a França permanece entre os opositores, com críticas de Emmanuel Macron.

A União Europeia adotará provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul para assegurar o pioneirismo no processo, anunciado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta sexta-feira (27). O anúncio confirma a aplicação temporária do texto após longos 25 anos de negociações entre as partes.

A Comissão Europeia divulgou que o acordo, concluído com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, pode entrar em vigor de forma provisória dois meses após a troca de notificações entre a UE e os membros do Mercosul. A medida visa reduzir tarifas e aplicar outros dispositivos comerciais ainda sem a aprovação final.

Historicamente, a implementação plena depende da aprovação dos governos da UE e do Parlamento Europeu. Contudo, o Parlamento tem apresentado resistência, com votações que podem atrasar a ratificação em até dois anos, abrindo espaço para a aplicação parcial já neste estágio.

Reação na França e no bloco

França tem criticado o acordo, por temer impactos na carne bovina, açúcar e aves importadas, além de pressão sobre produtores nacionais. O presidente Emmanuel Macron descreveu a decisão como surpresa e desrespeitosa ao Parlamento, após encontro em Paris com o primeiro-ministro esloveno.

A indústria francesa também pressionou o Legislativo, com a Interbev pedindo que se impeça a contorno do debate democrático. Em votação de janeiro, 21 países apoiaram o acordo, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia votaram contra, e a Bélgica se absteve.

A região destaca que o acordo com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai pode eliminar até 4 bilhões de euros em tarifas, sendo o maior tratado de livre comércio do bloco em termos de reduções tarifárias potenciais. Alemanha e Espanha apoiam a iniciativa como forma de compensar perdas com tarifas dos EUA e reduzir dependência de China em minerais.

Ontem, Argentina e Uruguai ratificaram o acordo. A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou o texto na quarta-feira, e o Senado federal ainda precisa confirmar a decisão. A Comissão Europeia reiterou que prosseguirá com a aplicação provisória enquanto o processo de ratificação continua.

O recado foi dado pela presidente von der Leyen: quando estiverem prontos, a Comissão também estará. Com isso, o bloco buscará manter o calendário de implementação ventilado para os próximos passos diplomáticos e comerciais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais