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Paquistão rejeita diálogo com os talibãs e mantém ataques no Afeganistão

Paquistão rejeita diálogo com talibãs, declara alerta máximo e fecha escolas, após ofensivas que deixaram mais de 300 combatentes talibãs mortos

Manifestación a favor de los ataques contra Afganistán, este sábado en Karachi (Pakistán).
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  • Paquistão rejeita qualquer diálogo com o regime talibã e mantém postura de hostilidade, com mais de 300 talibãs mortos nas ofensivas recentes e centenas de feridos.
  • Governo paquistanês declarou estado de alerta máximo e ordenou o fechamento preventivo de escolas em várias regiões por ameaça de atentados suicidas, em retaliação aos ataques.
  • Autoridades paquistanesas afirmam que a operação Ghazb lil Haq resultou em 331 combatentes talibãs mortos, 163 veículos blindados destruídos, 37 posições bombardeadas e 22 postos avançados capturados em território afegão.
  • Do lado afegão, o Ministério da Defesa talibã informou bombardeios noturnos de instalações militares paquistanesas em Miranshah e Spinwam, sem confirmação oficial de danos ou perdas pelo Paquistão.
  • A crise envolve acusações de apoio do governo de Kabul ao Tehrik-e-Taliban Pakistan, com o Afeganistão buscando mediação internacional junto a Arábia Saudita e Catar; Washington destacou o direito de Islamabad à defesa de seu território.

O governo do Paquistão rejeitou neste sábado qualquer possibilidade de diálogo com o regime talibã, 24 horas após Kabul ter sugerido uma saída diplomática para a escalada do conflito. Islamabad declarou estado de alerta máximo e ordenou o fechamento preventivo de escolas em várias regiões, por risco de atentados suicidas.

Autoridades paquistanesas afirmaram que mais de 300 combatentes talibãs foram mortos e centenas ficaram feridos nas incursões anteriores. O governo informa ainda que 163 veículos blindados foram destruídos, 37 posições atacadas e 22 postos avançados teriam sido capturados no território afegão.

O Ministério da Defesa do governo talibã informou ter realizado bombardeios noturnos contra instalações militares paquistanesas em Miranshah e Spinwam. Não houve confirmação oficial de danos ou baixas por parte do comando paquistanês até o momento.

A tensão ocorre à beira da Linha Durand, fronteira de fato entre os dois países, com o apoio diplomático dos Estados Unidos ao direito do Paquistão de proteger seu território. O conflito envolve ainda acusações de abrigo ao Tehrik-e-Taliban Pakistan, grupo insurgente responsável por atentados no Paquistão.

O ministro de Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, divulgou o balanço da operação Ghazb lil Haq e confirmou as mortes de combatentes talibãs. O governo afegão, por meio de seu porta-voz, afirmou que a força aérea afegã opera contra alvos militares paquistaneses, sem detalhar resultados.

O ministro luar do Afeganistão, Amir Khan Muttaqi, iniciou contatos com Arábia Saudita e Catar para buscar mediação internacional que possa conter o conflito. A escalada é descrita como a mais grave dos últimos anos na região.

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