- Após ataques iranianos a bases ligadas aos EUA no Golfo, os Emirados Árabes Unidos ativaram em tempo real o escudo antimíssil e interceptaram vários mísseis balísticos.
- Segundo o Ministério da Defesa dos Emirados, os interceptos ocorreram antes de atingirem o solo; ainda assim detritos de uma interceptação atingiram Abu Dhabi, matando um civil.
- A defesa é feita em camadas, combinando THAAD (defesa de alta altitude) e o sistema Patriot (abaixo de alta altitude).
- THAAD, desenvolvido pela Lockheed Martin, realiza interceptação por impacto direto na fase final da trajetória; o UAE recebeu o THAAD em 2022, sendo o primeiro país fora dos EUA a utilizá-lo.
- O conjunto usa radares e redes de comando para detectar, rastrear e decidir onde interceptar, com sensores capazes de detectar lançamentos em segundos, ajudando a proteger infraestrutura e bases militares.
O UAE confirma que sua defesa aérea interceptou várias mísseis balísticos que miravam alvos vinculados aos EUA no Golfo, em resposta a ataques conjuntos de Israel e EUA a Irã, ocorridos no sábado. O incidente ocorreu no espaço de algumas horas após o ataque inicial.
De acordo com o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, os mísseis foram destruídos antes de alcançar o solo. Contudo, detritos de uma interceptação caíram em Abu Dhabi, resultando na morte de um civil. Abu Dhabi abriga instalações estratégicas, como a Base Aérea de Al Dhafra.
Para moradores da região, os estalos no céu foram perceptíveis apenas como lampejos distantes. Por trás disso, há uma rede complexa de radares, interceptores e sistemas de comando que detectam, rastreiam e destroem mísseis em alta velocidade.
O sistema de defesa que atua
A defesa dos Emirados é baseada em camadas, incluindo THAAD de alta altitude e o sistema Patriot de altitude mais baixa. THAAD intercepta mísseis na fase final do voo, mediante impactos diretos de alta velocidade.
A UAE foi o primeiro país fora dos EUA a implantar THAAD, recebendo o sistema em 2015 e instalando-o em 2022, como parte de um acordo de defesa de alto valor. Esse conjunto de sistemas forma uma arquitetura de defesa em camadas.
Como funciona o processo de interceptação
O alarme precoce aciona sensores e radares para detectar o lançamento. Dados são enviados a redes de comando, que avaliam riscos a áreas habitadas e infraestrutura crítica. Interceptores THAAD atuam na alta altitude; o Patriot oferece uma segunda chance.
Um radar-chave usado com THAAD é o AN/TPY-2, que detecta mísseis a centenas de quilômetros, rastreia objetos a velocidades hipersônicas e transmite informações em tempo real aos centros de comando.
O desafio de interceptar mísseis balísticos
Mísseis viajam em velocidades superiores a 20 mil quilômetros por hora, reduzindo o tempo de resposta. Por isso, defesa inter-relaciona sensores, redes de radar e interceptores para impedir o alcance ao solo.
A ampliação de defesas no Golfo vem ocorrendo há mais de uma década, impulsionada pelo arsenais de mísseis de países da região. O Irã é frequentemente citado como detentor de um dos maiores inventários da região.
Riscos mesmo após a interceptação
Mesmo com interceptação bem-sucedida, fragmentos podem cair no solo. O incidente de sábado mostrou esse risco, já que detritos atingiram áreas urbanas de Abu Dhabi e causaram a morte de um civil.
As autoridades dos Emirados continuam investigando as causas e o alcance dos danos, bem como os impactos para instalações militares próximas. O estudo dos eventos segue com base em dados oficiais.
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