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Sistema que interceptou mísseis iranianos sobre os Emirados

Defesa em camadas dos Emirados Árabes intercepta vários mísseis durante ataque, mas detritos de interceptação causam fatalidade civil em Abu Dhabi

Smoke from a reported rocket interception is seen in the sky over Abu Dhabi on February 28, 2026.
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  • Após ataques iranianos a bases ligadas aos EUA no Golfo, os Emirados Árabes Unidos ativaram em tempo real o escudo antimíssil e interceptaram vários mísseis balísticos.
  • Segundo o Ministério da Defesa dos Emirados, os interceptos ocorreram antes de atingirem o solo; ainda assim detritos de uma interceptação atingiram Abu Dhabi, matando um civil.
  • A defesa é feita em camadas, combinando THAAD (defesa de alta altitude) e o sistema Patriot (abaixo de alta altitude).
  • THAAD, desenvolvido pela Lockheed Martin, realiza interceptação por impacto direto na fase final da trajetória; o UAE recebeu o THAAD em 2022, sendo o primeiro país fora dos EUA a utilizá-lo.
  • O conjunto usa radares e redes de comando para detectar, rastrear e decidir onde interceptar, com sensores capazes de detectar lançamentos em segundos, ajudando a proteger infraestrutura e bases militares.

O UAE confirma que sua defesa aérea interceptou várias mísseis balísticos que miravam alvos vinculados aos EUA no Golfo, em resposta a ataques conjuntos de Israel e EUA a Irã, ocorridos no sábado. O incidente ocorreu no espaço de algumas horas após o ataque inicial.

De acordo com o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, os mísseis foram destruídos antes de alcançar o solo. Contudo, detritos de uma interceptação caíram em Abu Dhabi, resultando na morte de um civil. Abu Dhabi abriga instalações estratégicas, como a Base Aérea de Al Dhafra.

Para moradores da região, os estalos no céu foram perceptíveis apenas como lampejos distantes. Por trás disso, há uma rede complexa de radares, interceptores e sistemas de comando que detectam, rastreiam e destroem mísseis em alta velocidade.

O sistema de defesa que atua

A defesa dos Emirados é baseada em camadas, incluindo THAAD de alta altitude e o sistema Patriot de altitude mais baixa. THAAD intercepta mísseis na fase final do voo, mediante impactos diretos de alta velocidade.

A UAE foi o primeiro país fora dos EUA a implantar THAAD, recebendo o sistema em 2015 e instalando-o em 2022, como parte de um acordo de defesa de alto valor. Esse conjunto de sistemas forma uma arquitetura de defesa em camadas.

Como funciona o processo de interceptação

O alarme precoce aciona sensores e radares para detectar o lançamento. Dados são enviados a redes de comando, que avaliam riscos a áreas habitadas e infraestrutura crítica. Interceptores THAAD atuam na alta altitude; o Patriot oferece uma segunda chance.

Um radar-chave usado com THAAD é o AN/TPY-2, que detecta mísseis a centenas de quilômetros, rastreia objetos a velocidades hipersônicas e transmite informações em tempo real aos centros de comando.

O desafio de interceptar mísseis balísticos

Mísseis viajam em velocidades superiores a 20 mil quilômetros por hora, reduzindo o tempo de resposta. Por isso, defesa inter-relaciona sensores, redes de radar e interceptores para impedir o alcance ao solo.

A ampliação de defesas no Golfo vem ocorrendo há mais de uma década, impulsionada pelo arsenais de mísseis de países da região. O Irã é frequentemente citado como detentor de um dos maiores inventários da região.

Riscos mesmo após a interceptação

Mesmo com interceptação bem-sucedida, fragmentos podem cair no solo. O incidente de sábado mostrou esse risco, já que detritos atingiram áreas urbanas de Abu Dhabi e causaram a morte de um civil.

As autoridades dos Emirados continuam investigando as causas e o alcance dos danos, bem como os impactos para instalações militares próximas. O estudo dos eventos segue com base em dados oficiais.

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