- Ao menos três petroleiros foram danificados no Golfo após ataques dos EUA e de Israel a Irã, com retaliação iraniana elevando o risco para navios mercantes.
- Mais de duzentos navios, incluindo petroleiros e cargueiros de gás liquefeito, lançaram âncora próximo ao Estreito de Hormuz e áreas vizinhas nas últimas 24 horas.
- o Irã afirmou ter fechado a navegação pelo estratégico corredor de água; autoridades destacam aumento do risco de alvos deliberados ou por erro.
- Um petroleiro tanque palau-flagged sob sanções dos EUA foi atingido perto da península de Musandã, em Omã, deixando quatro feridos; outro navio, MKD VYOM, foi atingido a 44,4 milhas náuticas ao noroeste de Muscat (Omã).
- Navios no litoral dos Emirados Árabes Unidos, incluindo o porto de Jebel Ali, enfrentaram incidentes com destroços de interceptação aérea; vigilância recomenda manter distância do Estreito de Hormuz e alerta para risco de minas.
Oito parágrafos listam os acontecimentos envolvendo ataques no Golfo e as represões subsequentes. Três navios-tanque foram danificados após ataques entre EUA e Israel contra o Irã, que teriam provocado retaliação e elevado o risco de danos colaterais a navios mercantes. A situação desencadeou alerta para a navegação na região do Estreito de Hormuz.
Fontes do setor naval apontaram que o risco para o tráfego de comércio subiu nas últimas 24 horas, com mais de 200 embarcações ancorando na região do Estreito de Hormuz e áreas adjacentes. O Irã informou ter fechado a navegação pela rota estratégica.
Segundo a BIMCO, o ataque dos EUA e de Israel aumenta consideravelmente o risco de segurança para navios no Golfo Persa e águas próximas. Analistas ressaltam que navios com ligações a interesses dos EUA ou de Israel podem ser alvos, mas outros também podem sofrer ataques, intencionais ou por erro.
Incidentes específicos no Oman e no Golfo
Um tanker oliro com bandeira de Palau, sujeito a sanções, foi atingido perto da península de Musandam, em Omã, deixando quatro feridos, conforme o centro de segurança marítima omani. Detalhes sobre o agressor não foram divulgados.
O tanker MKD VYOM, de bandeira das Ilhas Marshall, também foi atingido por projétil próximo à costa de Omã, enquanto navegava carregado. A posição relatada ficou a 44,4 milhas náuticas ao noroeste de Mascate.
A UKMTO informou que um navio mercante carregado relatou uma explosão na mesma área. Em Jebel Ali, nos Emirados Árabes, parte da frota foi ameaçada por destroços de uma interceptação aérea ocorrida após ataques iranianos na região.
Riscos e recomendações
Outro tanker de abastecimento de óleo foi danificado ao longo da costa dos Emirados. Navios foram aconselhados a manter distância do Estreito de Hormuz e do Golfo de Omã para reduzir riscos de retaliação. As autoridades de transportes dos EUA destacaram a necessidade de manter afastamento de 30 milhas náuticas de embarcações com bandeira ou interesses dos EUA.
Há também preocupações sobre minas navais instaladas pelo Irã em vias estreitas do Estreito de Hormuz, tema que já havia sido levantado por autoridades americanas no ano anterior. A possibilidade de bloqueio do estreito permanece sob avaliação.
Perspectivas de seguro e impactos
Espera-se que os prêmios de seguro de risco de guerra subam quando as seguradoras reavaliarem as coberturas na segunda-feira. O Lloyd’s já classifica Iran, Golfo e partes do Golfo de Omã como áreas de alto risco, elevando a precaução entre as transportadoras.
A imprensa internacional acompanha de perto os desdobramentos, com relatos de fontes de segurança marítima e dados de tráfego que indicam uma escalada na tensão na região. As autoridades continuam monitorando a situação para medidas adicionais.
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