- Desde o ataque dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, mais de mil e cem navios no Golfo tiveram GPS ou AIS interferidos, fazendo com que aparecessem em mapas como se estivessem em terra.
- Navios já foram mostrados próximo de áreas sensíveis, incluindo uma usina nuclear, e há relatos de desvio de sinais AIS para a Usina Nuclear Barakah e áreas vizinhas.
- Três petroleiros na região sofreram danos no contexto do conflito, enquanto oficiais alertam que o risco marítimo é crítico.
- Segundo a Windward, a maioria das interferências tem sido de jam (bloqueio de sinal) e surgiram cerca de vinte e uma novas “clusters” de interferência AIS nos últimos dias.
- Centros de navegação marítima ressaltam que a situação é de alto risco na região do Estreito de Hormuz, do Golfo de Omã e do sul do Golfo Pérsico, com impactos na navegação e na conformidade de rotas.
Desde 28 de fevereiro, após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, o tráfego marítimo na região do Golfo tem enfrentado congestionamento e falhas de navegação provocadas por interferências no GPS e no AIS, segundo análise de Windward, empresa de inteligência marítima.
A pesquisa aponta que mais de 1.100 navios em medio Oriente tiveram sinais de GPS ou AIS interrompidos, fazendo com que barcos aparecessem em local incorreto nas cartas náuticas, inclusive próximo a uma usina nuclear. A maioria das ocorrências é de jamming, com relatos de spoofing em menor escala.
O estudo cobre águas do Irã, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã, e indica criação de cerca de 21 novos clusters de interrupção de AIS nos dias recentes. O relatório reforça que o risco é elevado na região do Estreito de Hormuz, no Golfo de Omã e no sul do Golfo Arábico.
Impactos e contexto
Há uma preocupação com o desvio de rotas, que aumenta a chance de colisões entre tankers, encalhes ou derramamentos de óleo, especialmente em zonas de conflito. As autoridades marítimas classificaram a situação como crítica e com probabilidade alta de ataques físicos e eletrônicos.
O alto nível de interferência ocorre em meio a tensões regionais crescentes, com ataques que se estendem a outros países do Oriente Médio desde o início da escalada entre EUA, Israel e Irã. Além de navios, sinais de interferência também foram relatados em voos, embora com menor abrangência.
A Windward indica que a maioria das atividades detectadas envolve jamming, e que novas ocorrências de pandulação de AIS demonstram padrões de posicionamento incorreto em áreas de tráfego intenso. O risco, segundo especialistas, tende a aumentar conforme o raio de ataque se expande.
Medidas e perspectivas
As autoridades internacionais observam que a proteção de sistemas GNSS é crítica para a navegação militar e civil. Analistas ressaltam que a interferência pode afetar não apenas navios, mas também drones e mísseis que dependem de dados de localização.
O estudo alerta para a possibilidade de elevação do nível de interferência conforme o conflito se propaga pela região. Especialistas destacam a necessidade de soluções técnicas e estratégias de contingência para reduzir vulnerabilidades de navegação.
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