Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ataques a GPS sobem durante conflito dos EUA e Israel contra o Irã

Jamming de GPS afeta mais de 1.100 navios no Golfo e áreas vizinhas desde o ataque a Irã, elevando riscos de desvio de rota no estreito de Hormuz

Photograph: GIUSEPPE CACACE/Getty Images
0:00
Carregando...
0:00
  • Desde o ataque dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, mais de mil e cem navios no Golfo tiveram GPS ou AIS interferidos, fazendo com que aparecessem em mapas como se estivessem em terra.
  • Navios já foram mostrados próximo de áreas sensíveis, incluindo uma usina nuclear, e há relatos de desvio de sinais AIS para a Usina Nuclear Barakah e áreas vizinhas.
  • Três petroleiros na região sofreram danos no contexto do conflito, enquanto oficiais alertam que o risco marítimo é crítico.
  • Segundo a Windward, a maioria das interferências tem sido de jam (bloqueio de sinal) e surgiram cerca de vinte e uma novas “clusters” de interferência AIS nos últimos dias.
  • Centros de navegação marítima ressaltam que a situação é de alto risco na região do Estreito de Hormuz, do Golfo de Omã e do sul do Golfo Pérsico, com impactos na navegação e na conformidade de rotas.

Desde 28 de fevereiro, após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, o tráfego marítimo na região do Golfo tem enfrentado congestionamento e falhas de navegação provocadas por interferências no GPS e no AIS, segundo análise de Windward, empresa de inteligência marítima.

A pesquisa aponta que mais de 1.100 navios em medio Oriente tiveram sinais de GPS ou AIS interrompidos, fazendo com que barcos aparecessem em local incorreto nas cartas náuticas, inclusive próximo a uma usina nuclear. A maioria das ocorrências é de jamming, com relatos de spoofing em menor escala.

O estudo cobre águas do Irã, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã, e indica criação de cerca de 21 novos clusters de interrupção de AIS nos dias recentes. O relatório reforça que o risco é elevado na região do Estreito de Hormuz, no Golfo de Omã e no sul do Golfo Arábico.

Impactos e contexto

Há uma preocupação com o desvio de rotas, que aumenta a chance de colisões entre tankers, encalhes ou derramamentos de óleo, especialmente em zonas de conflito. As autoridades marítimas classificaram a situação como crítica e com probabilidade alta de ataques físicos e eletrônicos.

O alto nível de interferência ocorre em meio a tensões regionais crescentes, com ataques que se estendem a outros países do Oriente Médio desde o início da escalada entre EUA, Israel e Irã. Além de navios, sinais de interferência também foram relatados em voos, embora com menor abrangência.

A Windward indica que a maioria das atividades detectadas envolve jamming, e que novas ocorrências de pandulação de AIS demonstram padrões de posicionamento incorreto em áreas de tráfego intenso. O risco, segundo especialistas, tende a aumentar conforme o raio de ataque se expande.

Medidas e perspectivas

As autoridades internacionais observam que a proteção de sistemas GNSS é crítica para a navegação militar e civil. Analistas ressaltam que a interferência pode afetar não apenas navios, mas também drones e mísseis que dependem de dados de localização.

O estudo alerta para a possibilidade de elevação do nível de interferência conforme o conflito se propaga pela região. Especialistas destacam a necessidade de soluções técnicas e estratégias de contingência para reduzir vulnerabilidades de navegação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais