- O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos afirma que o Irã e seus apoiadores provavelmente representam ameaça de ataques direcionados aos EUA, após a morte do líder iraniano, Ali Khamenei, confirmada neste fim de semana.
- O risco de ataques cibernéticos de hacktivistas alinhados ao Irã é considerado mais provável a curto prazo, com atividades como defacing de sites e ataques de negação de serviço.
- Embora um ataque físico em grande escala seja improvável, o relatório aponta que o Irã provavelmente manterá uma ameaça persistente e pode intensificar retaliações se a morte de Khamenei for confirmada.
- O Irã provavelmente continuará ataques contra alvos nos EUA e em países aliados na região, e poderá responsabilizar autoridades dos EUA por protestos.
- Em meio ao conflito, autoridades investigam se tiroteio em bar de Austin, no Texas, teve motivação ligada à guerra no Irã; o atirador foi morto pela polícia e a investigação segue.
WASHINGTON — Serviços de inteligência dos EUA indicaram que o Irã e seus aliados podem atacar os EUA em retaliação à morte do aiatolá Ali Khamenei, atribuída a ataques israelenses e americanos. A avaliação de fevereiro 28 aponta que, apesar de a ofensiva física em grande escala ser improvável, há probabilidade de ações direcionadas.
O relatório da Agência de Inteligência e Análise do Departamento de Segurança Interna (DHS) destaca ainda que, no curto prazo, há maior risco de ataques cibernéticos de hacktivistas alinhar-se ao Irã, como reduções de sites e ataques de negação de serviço.
Segundo o DHS, o Irã e seus proxys devem manter uma ameaça persistente contra o território norte-americano, com escalada provável de retaliações ou chamados à ação caso as informações sobre a morte do líder sejam confirmadas.
O Irã confirmou no domingo a morte de Khamenei em um ataque no fim de semana, inicialmente reivindicado por Israel e pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump. O episódio aumenta a tensão regional e o risco de desdobramentos militares.
O documento também aponta que o Irã possivelmente ampliará ataques contra alvos dos EUA e aliados no Oriente Médio. Em paralelo, pode culpar autoridades dos EUA por protests associados às declarações de Trump sobre mudança de regime.
A ofensiva aérea entre EUA e Israel contra o Irã, iniciada no sábado, se ampliou na segunda-feira com ataques de Israel ao Líbano em resposta a ações de Hezbollah. Teerã mantém ataques de mísseis e drones contra Estados do Golfo que hospedam bases dos EUA.
Autoridades, na segunda-feira, investigavam um tiroteio em um bar de Austin, no Texas, ocorrido no domingo, que deixou ao menos duas pessoas mortas. Ainda não é possível confirmar motivação ligada à guerra no Irã, disseram investigadores.
A foto de um suspeito morto pela polícia foi obtida pela Reuters e mostra vestimentas com a palavra Iran, além de símbolos religiosos. As autoridades não divulgaram conotações políticas neste estágio da apuração e reforçaram que o caso está em investigação.
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