- Irã possui mais de 3.000 mísseis de uso convencional, com alcance de até 2.000 quilômetros, sendo um dos maiores arsenais da região.
- Para proteção, o país criou bases subterrâneas chamadas “cidades de mísseis”, localizadas em montanhas e a até 500 metros de profundidade.
- Bombardeios de Israel visaram lançadores móveis e rampas de lançamento; as entradas das cidades de mísseis são o alvo principal para evitar ataques.
- Irã já lançou ataques contra Israel, Baréin, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Jordânia, Arábia Saudita e bases dos EUA; houve ataque a um navio no estreito de Ormuz e mortos entre a tripulação.
- Analistas descrevem o conflito como uma “guerra de salvas”, em que o objetivo é neutralizar grandes estoques de mísseis do adversário; a eficácia depende de danos às entradas das cidades subterrâneas.
Irã mantém um dos maiores arsenais de mísseis de Oriente Médio, com cerca de 3.000 projéteis balísticos. A curva de precisão melhorou nos últimos anos, segundo analistas, para ampliar a dissuasão frente a Israel e aos EUA.
O país utiliza bases subterrâneas profundas, chamadas de “cidades de mísseis”, situadas em montanhas. Túnéis e bunkers podem abrigar lançadores de longo alcance como Shahab-3, Sejil e Khorramshahr, com alcance de até 2.000 km.
Essas instalações são consideradas estratégicas pela Guarda Revolucionária, que controla o arsenal. Em vídeos divulgados anteriormente, as tropas mostram túneis usados para abrigar os sistemas de lançamento, parte da estratégia de dissuasão.
Aproximadamente 2.000 dos mísseis iranianos teriam alcance para países vizinhos, segundo analistas. Além dos projéteis, Teerã mantém grande estoque de drones kamikaze e mísseis de cruzeiro, usados em ataques recentes.
Desde o fim de junho, mísseis iranianos atingem alvos em Israel e em bases de aliados dos EUA na região, incluindo Baréin, Emirados Árabes, Kuwait e Arábia Saudita. A assessoria de Tasnim informou, neste fim de semana, ataques a 27 bases americanas e a outros locais, como Omã.
Mesmo com ataques recentes, especialistas avaliam que o Irã ainda dispõe de munição suficiente para continuar retaliando. A avaliação aponta que o fator decisivo será a capacidade de interromper o acesso às chamadas cidades-mísseis, dificultando lançamentos.
Analistas destacam que a etapa seguinte depende de inteligência para localizar entradas e saídas dessas bases subterrâneas. Em caso de interrupção dos pontos de disparo, os túneis poderiam tornar-se inoperantes, segundo os especialistas.
Neste contexto, o conflito é visto como uma guerra de salvas, em que o objetivo é neutralizar grandes estoques de projéteis adversários. O formato difere de guerras tradicionais, com menor prioridade a conquistas territoriais.
Paralelamente, surgem relatos de impactos nas operações militares de ambas as partes. Um ataque em Beit Shemesh, no centro de Israel, resultou em mortes e ferimentos entre civis e soldados, segundo relatos de imprensa. Outras informações indicam danos a bases e navios na região.
Geralmente, as avaliações apontam que a dinâmica atual pode aumentar o custo dos ataques para Estados Unidos e Israel, sem necessariamente ter mudado o quadro estratégico de longo prazo. As partes continuam a defender seus objetivos na região, enquanto o regime iraniano afirma manter capacidade de resposta.
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