- Ali Larijani, chefe de Segurança do Irã, afirmou na segunda-feira, na rede social X, que o Irã não fará acordo com Donald Trump.
- A declaração vai na contramão do que Trump disse no domingo, ao sugerir que haveria interesse em negociar.
- Larijani escreveu que Trump traiu o “América Primeiro” e adotou o “Israel Primeiro”, dizendo ainda que o presidente norte‑americano puxou a região para uma guerra desnecessária.
- Trump pediu que a Guarda Revolucionária iraniana entregasse as armas, sob o risco de enfrentar a morte.
- Os bombardeios entre EUA e Israel ao Irã, iniciados no sábado, devem seguir; Trump afirmou que as ações continuam até atingirem os objetivos militares, e o texto cita a morte do aiatolá Ali Hamenei e do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad.
O chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou nesta segunda-feira (2) através da rede social X que o país não fará acordo com o presidente dos EUA, Donald Trump. A mensagem foi publicada pouco antes de mais ações militares serem anunciadas. Segundo ele, não haverá negociação com os Estados Unidos.
A declaração de Larijani contrasta com o que Trump disse no domingo (1), ao sugerir que o novo líder iraniano estaria aberto a negociações. Em publicações subsequentes, o chefe de Segurança iraniano criticou Trump por ter, segundo ele, traído a bandeira do “América Primeiro” e adotado o “Israel Primeiro”.
Além disso, Larijani denunciou que Trump “puxou toda a região para uma guerra desnecessária” e acusa o presidente de ficar preocupado com mortes de norte-americanos. Em outra postagem, ele afirmou que Trump sacrificaria tesouro e sangue dos EUA para atender às ambições de Netanyahu.
Contexto militar e regional aprofundado
O ataque conjunto dos EUA e de Israel ao Irã, iniciado no sábado, foi citado por Trump como contínuo até que objetivos militares sejam alcançados. A troca de mensagens na X intensifica a narrativa de que não há espaço para negociação entre as partes no momento.
O conteúdo base menciona ainda pressões para que a Guarda Revolucionária iraniana entregue armas, sob risco de violência. Não há confirmação independente sobre desdobramentos militares anunciados pelo governo dos EUA ou de Israel até o momento.
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