- Um alto dirigente dos Guardas Revolucionários do Irã afirmou que o Estreito de Hormuz está fechado e que o Irã atacará qualquer navio que tente passar.
- A declaração foi veiculada pela imprensa estatal iraniana e marca a ofensiva mais explícita até o momento desde o aviso de fechamento feito no sábado anterior.
- O estreito é a principal rota de exportação de petróleo do mundo, conectando produtores do Golfo com o Mar de Omã e o Oceano Índico, e responde por cerca de 20% do consumo global diário de petróleo.
- O fechamento ocorre em meio a ataques de resposta iranianos a ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, e a tensão envolvendo bases americanas na região.
- A medida eleva o risco de interromper o abastecimento e provocar alta nos preços do petróleo, com foco de investidores nas decisões entre Irã, EUA e aliados.
O Strait of Hormuz permanece sob bloqueio declarado por uma autoridade iraniana, com ameaça de fogo a qualquer navio que tente passar. A informação foi veiculada pela mídia estatal iraniana na segunda-feira.
Segundo o anúncio, o estreito, vital para o envio de petróleo, está fechado e as Forças Revolucionárias Iranianas prometem incendiar navios que tentem cruzar. A declaração foi feita por Ebrahim Jabari, assessor sênior do comandante das Guardas da Revolução.
A medida ocorre após ataques dos EUA e de Israel contra alvos iranianos no dia 28 de fevereiro, em resposta a tentativas de derrubar líderes iranianos. O governo iraniano reagiu com disparos contra vizinhos da região que hospedam bases americanas, ampliando tensões regionais.
Contexto regional
O estreito liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, conectando grandes produtores como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos. Aproximadamente 20% do consumo global de petróleo passa pela passagem, cuja largura chega a 33 km no ponto mais estreito.
A catatonia na Rota de Navegação adiciona pressão sobre mercados, com o mercado de petróleo reavaliando riscos geopolíticos. Eventos anteriores envolveram ataques de drones e mísseis de milícias alinhadas ao Irã, provocando interrupções de tráfego marítimo desde 2023.
Fonte das informações: agências internacionais, com relatos de Reuters e comunicação estatal iraniana.
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