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Morte de Khamenei coloca neto de Khomeini em evidência

Netо de Khomeini, Hassan Khomeini, ganha relevância entre clérigos como possível moderado na escolha do próximo Líder Supremo após a morte de Khamenei

36th anniversary of the death of the leader of Iran's 1979 Islamic Revolution, Ayatollah Ruhollah Khomeini, at Khomeini's shrine in southern Tehran
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  • Hassan Khomeini, neto do falecido ayatolá Ruhollah Khomeini, aparece como figura de destaque nas discussões sobre quem sucederá o líder supremo iraniano, após a morte de Ali Khamenei.
  • Khomeini, de 53 anos, é visto como moderado e mantém vínculos próximos com reformistas que defendem engajamento com o Ocidente. Ele é o cuidador do mausoléu de seu avô, em Teerã, e nunca ocupou cargo no governo.
  • Dentro do país, alguns o veem como rival de hardliners que ganharam espaço sob Khamenei, em especial seu filho Mojtaba.
  • A ideia de um sucessor moderado ganhou força após os protestos de janeiro, com a justificativa de fortalecer a República Islâmica diante de dissidências crescentes.
  • Em 2012, ele tentou concorrer à presidência, mas foi desqualificado pelo Conselho Guardian; mantém ligações próximas à Guarda Revolucionária, apesar de criticar algumas ações.

Hassan Khomeini, neto mais conhecido de Ayatollah Ruhollah Khomeini, surge como figura de peso nas negociações sobre quem substituíra Ayatollah Ali Khamenei como líder supremo. A leitura do ambiente político já o aponta como moderado dentro da clericalização iraniana.

A morte de Khamenei, aos 86 anos, em ataque envolvendo EUA e Israel, acelera o debate sobre a sucessão. A pergunta sobre quem herdará o cargo chega a um estágio mais imediato após o golpe contra almirante do regime.

Khomeini, de 53 anos, é custodiante do mausoléu do avô em Teerã e tem forte ligação com reformistas como Khatami e Rouhani, que buscaram abertura com o Ocidente. Ele não ocupou cargo governamental.

Dentro do espectro político, alguns veem no herdeiro moderado uma alternativa aos hardliners que ganharam força sob Khamenei, inclusive frente ao protagonismo de Mojtaba, filho do líder falecido.

A pauta ganhou impulso após os protestos de janeiro, quando questionamentos sobre legitimidade e legitimidade institucional ampliaram a busca por uma liderança estável para a República Islâmica.

Khomeini tem histórico de cobrar responsabilidade de autoridades, especialmente em casos de violações aos direitos civis. Em 2022, pediu transparência sobre a morte de Mahsa Amini.

Apesar de crítico de algumas medidas de autoridade, o clérigo mantém lealdade ao sistema e chegou a apoiar reprimendas a protestos contra Khamenei durante o período de distúrbios.

Em carta de condolências pela morte de Khamenei, ele elogiou o líder e afirmou que o povo persa seguirá o caminho do Imam, superando o incidente. O tom foi de respeito institucional.

Conforme descrito por amigos próximos, Khomeini é visto como teólogo progressista, com interesse por filosofia ocidental e questões sociais, além de acompanhar tendências em redes sociais.

A vida pública dele é marcada pela função simbólica de capelania do mausoléu e pelo peso de manter vínculos com reformistas, sem ter exercido cargos executivos ou governo.

Há ainda históricos de resistência a restrições impostas a reformistas, inclusive em 2012, quando foi sugerido ao redor dele disputar a presidência, mas recusou.

Khomeini já criticou o papel de forças como os Guardiães da Revolução em 2008 e manteve posição ambígua sobre a interface entre religião e política, mantendo diálogos com diferentes setores.

Na esfera externa, ele tem defendido ações firmes contra o que vê como influência do regime de Israel, ao mesmo tempo em que defendia maior abertura econômica para os iranianos sob sanções.

O eco de seu nome se mantém em meio a debates sobre a direção futura do regime, com a expectativa de que cleric examine caminhos entre tradição e reforma para a liderança suprema.

Fonte: relato de Reuters, 1º de março de 2026, sobre o papel de Hassan Khomeini no processo de sucessão e o contexto político iraniano.

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