- Nova rodada de negociações entre Ucrânia e Rússia, mediadas pelos EUA, não foi cancelada após ataques no Irã; a data permanece em aberto para esta semana.
- Kyiv avalia mudar o local da reunião, que deveria acontecer em 5 e 6 de março em Abu Dhabi; Turquia ou Suíça são opções.
- Zelenskiy disse que, devido aos combates em curso, não há confirmação definitiva sobre o local, mas ninguém cancelou o encontro.
- Porta-voz do Kremlin afirmou que é do interesse da Rússia continuar as conversas e que a meta é um acordo diplomático para encerrar a guerra.
- Zelenskiy reiterou que não cederá à exigência de retirada de 20% do leste de Donetsk e destacou a determinação de Ucrânia, apesar de ataques a infraestruturas e aos sistemas de defesa aérea.
O novo ciclo de negociações entre Ucrânia e Rússia, mediado pelos EUA, ainda deve ocorrer nesta semana. A reunião não foi cancelada, apesar dos ataques ao Irã realizados pelos EUA e Israel.
Zelenskiy informou que Kiev avalia uma nova sede para as conversas, que estavam marcadas para 5 e 6 de março em Abu Dhabi. Turquia ou Suíça surgem como possibilidades de local alternativo.
O presidente ucraniano afirmou, em briefing pelo WhatsApp, que a continuidade do encontro depende do paralisação das hostilidades e que ainda não houve cancelamento oficial.
Perspectiva e posições
Peskov, porta-voz do Kremlin, disse que é interesse da Rússia manter as negociações e que a opção diplomática continua como objetivo para encerrar o conflito de quatro anos.
Zelenskiy manteve posição firme: não ceder à exigência de retirada de 20% do leste Donbass, onde a Rússia não conseguiu avanço pleno. A resistência continua, mesmo com ataques à infraestrutura energética.
O presidente também sinalizou que o impacto de conflitos regionais sobre o fornecimento de armas aos Ucrânios é indireto, apontando a necessidade de maiores defesas aéreas diante de uma possível nova ofensiva russa.
Segundo Zelenskiy, a Ucrânia está preparada para compartilhar experiência em defesa aérea, embora não haja pedidos específicos de parceiros, como o Reino Unido, no momento.
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