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Parlamento da Malásia não aprova projeto que limita mandato do PM a dois mandatos

Câmara baixa da Malásia rejeita, por margem estreita, emenda que limitava mandato do primeiro-ministro a dez anos; votação teve altas abstenções e ausências

Malaysia's Prime Minister and Finance Minister, Anwar Ibrahim, holds the 2026 national budget document at the Finance Ministry building as he departs for Parliament to table the budget, in Putrajaya, Malaysia, October 10, 2025. REUTERS/Hasnoor Hussain/File Photo
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  • A Câmara baixa da Malásia rejeitou por pouco uma emenda constitucional que limitaria o mandato de primeiro-ministro a dois mandatos.
  • A votação foi marcada por elevado número de abstenções, com 146 votos a favor, 44 abstenções e 32 ausentes; não houve votos explícitos contra.
  • A proposta previa limitar a atuação de qualquer indivíduo no cargo a dez anos, como parte da agenda reformista da coalizão de Anwar Ibrahim, que chegou ao poder em 2022.
  • A ministra da Justiça, Azalina Othman Said, afirmou antes da votação que o limite fortaleceria a integridade institucional, evitando concentração de poder no executivo.
  • O fracasso na aprovação ocorre em meio a insatisfação com o andamento das reformas, e o governo pretende avançar com outras medidas, incluindo um projeto de lei para a criação de um ombudsman, além de discutir a separação do papel de advogado-geral.

O parlamento da Malásia, em Kuala Lumpur, rejeitou nesta segunda-feira uma emenda constitucional que limitaria o mandato de primeiro-ministro a duas legislaturas, como parte da agenda de reformas da coalizão do premiê Anwar Ibrahim. A votação teve participação elevada de abstenções e não houve votos de não.

A proposta previa limitar qualquer mandato como PM a no máximo 10 anos. Na prática, a emenda foi derrotada com 146 votos a favor, dois a menos do requisito de dois terços. Abriram 44 abstenções, enquanto 32 deputados estavam ausentes.

A ministra da Justiça, Azalina Othman Said, afirmou antes da votação que a ampliação do poder não enfraqueceria a autoridade do rei, que nomeia o primeiro-ministro. Segundo ela, o limite fortaleceria a integridade institucional.

O resultado ocorre em meio a insatisfações dentro da própria coalizão de governo, que já questiona a implementação das reformas. Anwar afirmou que continuará com outras mudanças neste ano, incluindo a lei de ombudsman e a separação das funções do procurador-geral.

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