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Pentágono diz que guerra com Irã não é Iraque, pode haver tropas no terreno

Pentágono afirma que a ação contra o Irã não é “Iraque”, mas admite possível presença de tropas; alta escalada com perdas e ataques iniciais.

U.S. Defense Secretary Pete Hegseth speaks during a press conference on U.S. military action in Iran, seen at the Pentagon in Washington on March 2. Brendan Smialowski/AFP via Getty Images
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  • O Pentágono afirma que a guerra contra o Irã é diferente de uma intervenção de regime, embora tenha começado sem aprovação do Congresso e em meio a negociações diplomáticas.
  • O início da operação Epic Fury ocorreu no sábado, por volta de 1h15 (horário de Washington), com mais de cem aeronaves em uma onda sincronizada.
  • Na primeira etapa, foram atacados mais de mil alvos em 24 horas, principalmente unidades de comando e controle, forças navais, alvos de mísseis balísticos e infraestrutura de inteligência.
  • Quatro militares dos EUA morreram até agora; houve relatos de danos a aeronaves do Kuwait e de ataques que não teriam sido conduzidos por fogo inimigo hostil.
  • O presidente Donald Trump e o alto comando indicaram objetivos de destruir a ameaça de mísseis do Irã e impedir que o país obtenha arma nuclear, com declarações variando sobre duração da coalizão e possibilidade de tropas no terreno.

O Pentágono afirmou que a guerra com o Irã não é uma tentativa de mudar regimes, mas que não descarta ações terrestres. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, defendeu as operações iniciadas no fim de semana, em resposta a críticas pela lançamento sem aprovação parlamentar.

Em coletiva com o presidente do Estado-Maior Conjunto, General Dan Caine, Hegseth descreveu o conflito como uma resposta a décadas de hostilidade contínua. O governo americano acusa o Irã de financiar e armar ataques contra forças dos EUA e seus aliados, incluindo redes de militias.

As informações sinalizam que o objetivo militar é neutralizar a ameaça de mísseis, impedir que o Irã registre avanços nucleares e assegurar que o país não possa projetar poder além de suas fronteiras. O tom é de evitar engajamento prolongado e não construir capacidades de nação.

A operação recebeu ordens de Trump na sexta-feira anterior, com início efetivo por volta das 1h15 no horário de Nova York de sábado, segundo o comando. A primeira fase envolveu mais de 100 aeronaves em atuação coordenada de terra, mar e ar.

Segundo autoridades, mais de 1.000 alvos foram atingidos nas primeiras 24 horas, incluindo centros de comando, forças navais, instalações de mísseis balísticos e infraestrutura de inteligência. Bombardeios com aeronaves furtivas foram empregados em alvos subterrâneos.

Quatro militares dos EUA já morreram desde o início do conflito, conforme confirmação de autoridades do alto escalão. O general Caine ressaltou que o objetivo também é reduzir perdas americanas e que novas tropas devem ser deslocadas para a região.

Hegseth afirmou que o objetivo estratégico é destruir a ameaça de mísseis e impedir que o Irã obtenha armas nucleares, ressaltando que não se trata de operações de construção de democracia. As declarações ocorreram durante a coletiva no Pentágono, em Washington.

Ao falar sobre o tempo provável do conflito, o secretário e o general evitaram fixar prazos rígidos. Previsões variaram entre semanas a meses, com referências a flexibilidade nas ações e nos desfechos, conforme a evolução estratégica.

O governo enfatiza que pretende manter a legitimidade e a coerência das ações com objetivos de defesa nacional. Não houve anúncio de negociação de cessar-fogo ou acordo diplomático imediato, mantendo o foco na capacidade de dissuasão.

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