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Conflito no Irã deixa milhares presos no Oriente Médio

Guerra no Irã fecha espaço aéreo do Golfo; milhares ficam presos em hotéis, navios e aeroportos da região, com repatriação em andamento

Um passageiro observa um painel de informações de voos no Aeroporto Internacional Hazrat Shahjalal, em Dhaka, em 3 de março de 2026, após as companhias aéreas cancelarem voos em meio ao conflito no Oriente Médio. Foto: Munir UZ ZAMAN / AFP
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  • O espaço aéreo sobre o Golfo Pérsico está fechado e companhias aéreas cancelaram ao menos 12,9 mil voos, deixando turistas, viajantes a negócios e peregrinos presos em hotéis, aeroportos e navios de cruzeiro.
  • O Estreito de Ormuz ficou indisponível para navios de cruzeiro, impedidos de atravessar por risco de bombardeios, enquanto voos são retomados parcialmente em alguns aeroportos da região.
  • Ataques iranianos atingiram aeroportos em Doha, Dubai, Abu Dhabi e Kuwait; aeroportos no Iraque, Israel, Líbia e Catar permaneceram fechados para aviação civil.
  • O Departamento de Estado dos Estados Unidos pediu que cidadãos deixem a região e iniciou evacuações de pessoal não essencial e famílias em várias nações; Emirados Árabes Unidos foram incluídos.
  • Em meio ao caos, milhares de pessoas de várias nacionalidades ficaram retidas na Ásia e no Oriente Médio, com exemplos de romenos retornando de Israel ao Cairo e alemães em navios, hotéis ou aeroportos, impactando o setor de viagens e turismo.

A escalada militar no Irã provocou o fechamento do espaço aéreo sobre o Golfo Pérsico, e companhias aéreas cancelaram milhares de voos na região. Viajantes ficaram retidos em hotéis, aeroportos e navios de cruzeiro, sem previsões de retomada. O Estreito de Ormuz permanece interditado para navegação.

Ao todo, mais de 12,9 mil voos já haviam sido cancelados até a segunda-feira, segundo a Cirium. Enquanto parte das operações recomeça aos poucos, governos atuam para organizar evacuações entre a Europa, Ásia e Oriente Médio.

A situação envolve turistas, executivos, peregrinos e religiosos, com muitos presos em Dubai, Abu Dhabi, Doha e outras cidades. Alguns destinos na região permanecem com voos suspensos ou restritos.

Mudanças no cenário regional

Autoridades do Catar afirmaram ter interceptado ataques contra o Aeroporto Internacional de Hamad. Outros aeroportos, como os de Bahrein, Dubai, Abu Dhabi e Kuwait, também registraram ataques ou interceptações.

Apesar disso, voos ainda operam entre a Arábia Saudita e Omã, servindo como rota de conexão para quem viaja entre Europa e Ásia. Iraque, Israel, Kuwait, Líbia e Catar mantêm espaço aéreo fechado para civil.

Esforços de repatriação e avaliação de impacto

O Itamaraty informou cerca de 70 mil brasileiros no Oriente Médio. O chanceler brasileiro tratou com autoridades dos Emirados Árabes Unidos sobre turistas retidos em Dubai e Abu Dhabi.

Países da Europa estudam fretar voos com recursos públicos para repatriar populações vulneráveis, como idosos e crianças. França e Itália também articulam estratégias de retorno, diante de milhares de cidadãos na região.

Milhares de usuários permanecem em navios de cruzeiro, hotéis ou aeroportos fechados, entre Bali, Dubai e Doha. Cancelamentos afetaram voos para Doha, Dubai e Abu Dhabi, ampliando a demanda por assistência consular.

Desdobramentos humanos

Turistas romenos retornaram a Bucareste após deslocamentos via Cairo. Peregrinos romenos ficaram retidos em Israel, confrontando mudanças rápidas no itinerário. Em Londres, viajantes britânicos chegaram ao aeroporto de Heathrow em segurança.

Pessoas em Israel e nos Emirados relatam situações de alerta e busca por rotas de saída. Em termos de mercado, ações de companhias aéreas caíram, e impactos econômicos em turismo e hotelaria foram observados.

(AP, Reuters)

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