- EUA preparam rascunho de indiciamento contra Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, como parte de pressão sobre Caracas.
- Potenciais acusações incluem lavagem de dinheiro e corrupção ligadas à PDVSA entre 2021 e 2025.
- O Ministério Público dos Estados Unidos, em Miami, tem desenvolvido o documento nos últimos dois meses.
- Além do indiciamento, autoridades apresentaram a Rodríguez uma lista de pelo menos sete ex‑altos membros do partido e associados para prisão ou retenção para possível extradição.
- Entre os nomes na mira estão Alex Saab e Raul Gorrín, ambos com histórico de envolvimento em casos de lavagem de dinheiro e corrupção ligados à Venezuela.
A administração Trump intensifica a pressão sobre a Venezuela ao planejar uma possível acusação criminal contra a presidente interina Delcy Rodríguez. O esforço envolve a elaboração de uma queixa de crimes graves, com foco em corrupção e lavagem de dinheiro. Caracas e Washington são os principais palcos do movimento, ocorrido neste início de março de 2026.
Fontes familiarizadas com o tema afirmam que a Procuradoria de Miami prepara os possíveis cargos, que já teriam sido comunicados verbalmente a Rodríguez. A documentação encontra-se em evolução há cerca de dois meses e não há versão escrita disponível até o momento.
Indícios apontam que a apuração envolve empresas estatais venezuelanas, especialmente a PDVSA, com suposta lavagem de recursos entre 2021 e 2025. O objetivo seria pressionar Rodríguez a cumprir exigências do governo dos EUA, após a remoção de Nicolás Maduro, em janeiro.
Contexto e desdobramentos
Além da possível acusação, autoridades norte-americanas teriam apresentado uma lista de ao menos sete ex-alto funcionales e familiares para prisão ou extradição. O conjunto de nomes já circula entre autoridades venezuelanas.
Delcy Rodríguez chegou ao poder após uma ação rápida das forças especiais dos EUA, que capturaram Maduro e o levaram a Nova York para enfrentar julgamento. Maduro nega as acusações e aguarda o andamento do processo.
Participação e próximos passos
Entre os nomes citados pela lista, aparecem Alex Saab e Raúl Gorrín, ambos sob indícios de envolvimento em casos de corrupção e lavagem de dinheiro ligados à PDVSA. Saab, extraditado, já foi detido em território venezuelano.
O andamento do indiciamento não implica, necessariamente, apresentação de acusação formal a um grand jury, que decide base probabilística. O status das evidências ainda não é público.
Repercussão estratégica
O governo americano avalia que tais ações podem facilitar a cooperação de membros da administração venezuelana, até então leais a Maduro, para atender interesses dos EUA. A comunicação oficial não respondeu a pedidos de comentário.
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