- Chipre evacuou centenas de pessoas próximas à base britânica de Akrotiri após ataque de drone iraniano.
- França, Grécia e Reino Unido sumariamente mobilizaram meios militares para apoiar Chipre.
- Grécia enviou quatro caças F‑16 e duas fragatas, uma com sistema anti-drones Centauros e a outra com mísseis Aster-30.
- O governo grego também instalou, em Cardápos, um sistema de mísseis Patriot para defesa aérea.
- O Reino Unido planeja, além de helicópteros anti‑drones, deslocar um destróier de defesa aérea à região.
Na Chipre, França, Reino Unido e Grécia responderam ao ataque iraniano a uma base britânica, enviando caças, helicópteros antidrones e navios de guerra. O incidente ocorreu na base de Akrotiri, próxima a Limassol, e levou a evacuações de centenas de moradores próximos ao espaço militar.
Segundo autoridades locais, o ataque com drone ocorreu na segunda-feira. A resposta europeia inclui reforços militares para a base e apoio a Nicosia, que analisa opções de cooperação sob o guarda-chuva da UE. O governo cipriota pediu mais informações sobre o uso das bases britânicas.
A conclusão de ações de defesa foi anunciada após reunião entre os governos. O ministro britânico confirmou envio de helicópteros antidrones e de um destróier com defesa aérea. Atenas comunicou o envio de quatro F-16 e duas fragatas, uma com sistema antiartilharia Centauros.
Reação europeia e medidas
Grécia, França e Reino Unido justificaram os deslocamentos como apoio à defesa de Chipre, membro da UE. A presença de bases britânicas em território cipriota permanece em foco diplomático entre Nicosia e Londres. O governo grego disse manter a cooperação para a defesa regional.
Analistas destacam que a crise pode impactar preços de energia e gerar pressão migratória para a Europa, dependendo da evolução no Oriente Médio. O bloco avalia soluções de solidariedade entre os estados membros sob o Artigo 42.7 dos tratados da UE.
Autoridades da UE sinalizam cautela diante da escalada, com preocupação sobre a extensões de hostilidades na região. Não houve anúncio de uma posição comum entre os países membros, e cada governo avaliava próximas etapas com base em seus interesses estratégicos.
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