- A paralisação de voos comerciais no Oriente Médio, após os conflitos, levou governos a planejar repatriações de seus cidadãos com voos fretados e operações terrestres quando necessário.
- A União Europeia está coordenando as repatriações pelo Mecanismo de Proteção Civil, já trazendo mais de 4.100 europeus de várias nações para países como Bélgica, República Tcheca, Itália, Espanha, entre outros.
- Itália informou que aproximadamente 25 mil italianos já retornaram em voos comerciais facilitados pelo governo, com apoio consular ampliado em Omã e Emirados Árabes Unidos.
- Países individuais anunciaram ações diversas: Áustria evacuou 117 cidadãos vulneráveis; Finlândia planeja uma única viagem com cerca de 160 assentos; Bulgária realizou várias operações com companhias e aeronaves do governo.
- Países têm ainda planos específicos, como o Reino Unido priorizando cidadãos vulneráveis com voos fretados a partir de Omã e a Emirados, e Emirados Árabes Unidos anunciando voos especiais para facilitar a saída de passageiros presos na região.
O conflito na região Asiático-Médio abriu uma janela para movimentos de repatriação. Voos comerciais em partes do Oriente Médio foram interrompidos após ataques recentes, deixando milhares de estrangeiros retidos e levando governos a preparar operações de retorno aos seus cidadãos. Autoridades ressaltam que continuidade das saídas depende da situação aérea e de segurança.
Diversos países atuam de forma coordenada para facilitar saídas por terra, ar e vias aéreas alternativas. As ações incluem linhas diretas de repatrição, uso de aeronaves fretadas e apoio consular em fronteiras, com foco em quem está mais vulnerável ou isolado pelos bloqueios de espaço aéreo.
AUSTRIA
O Ministério das Relações Exteriores informou a saída de 117 cidadãos vulneráveis dos Emirados Árabes e de Israel via estados vizinhos. Um primeiro voo fretado estava programado para Muscat, com 170 pessoas a bordo, em 4 de março. Saídas terrestres ocorrem por conta dos viajantes, sob responsabilidade individual.
BULGÁRIA
Três voos devem trazer de volta cidadãos búlgars de Dubai, Abu Dhabi e Omã em 4 e 5 de março, com uma operação de 326 lugares da GullivAir, outro de Bulgaria Air via Omã e um avião do governo de 90 lugares de Abu Dhabi.
REPÚBLICA TCHECA
O governo tcheco planeja 10 voos de repatriação para retornar mais de 1,5 mil cidadãos retidos, conforme o Ministério das Relações Exteriores.
ESTÔNIA
O ministério estônio informou, em 4 de março, a organização de um voo de 180 lugares com destino a Tallinn, disponível a cidadãos na Omã e nos Emirados.
UNIÃO EUROPEIA
A Comissão Europeia coordena voos de repatriação pelo Mecanismo de Proteção Civil da UE. Já foram apoiados mais de 42 voos, levando mais de 4 mil europeus de volta a diversos países-membros.
FINLÂNDIA
A Finnem planificou uma única saída em 8 de março, com cerca de 160 lugares, para cerca de 3 mil Finlandeses retidos nos Emirados. A Finnair prepara voos entre Muscat e Helsinque, com a primeira operação prevista para 10 de março.
FRANÇA
O Ministério das Relações Exteriores informou repatriações de franceses, entre eles aproximadamente 400 mil que atuam na região, com ações de apoio em fronteiras terrestres para facilitar conexões aéreas. Espaços aéreos de Oman e Arábia Saudita permaneciam abertos.
ALEMANHA
Dois voos, com cerca de 250 pessoas, estavam programados para 5 e 6 de março a partir do Golfo; o primeiro pousou em Frankfurt em 5 de março, conforme o ministro de Relações Exteriores.
GRÉCIA
O ministério helênico relatou a repatriação de centenas de gregos de Abu Dhabi, Dubai, Jerusalém, Omã e Emirados ao longo da última semana.
HUNGRIA
Alocação de voos fretados para repatriação de húngaros, com saídas de Amã e Sharm el-Sheik entre 4 e 6 de março, além de voos de Riyadh nos dias 7 e 8. Também houve operações ligando Dubai.
ITÁLIA
O Ministério das Relações Exteriores informou que cerca de 25 mil italianos retornaram em voos comerciais facilitados pelo governo. Dispõem de maior gente em Oman e Emirados, com repatriações por terra via Qatar, Kuwait, Bahrein e Arábia Saudita.
HOLANDA
O governo prepara o uso de sua base militar para repatriação de cidadãos de países sem saída independente. Detalhes não foram divulgados.
POLÔNIA
A primeira leva de cidadãos poloneses evacuados por via aérea militar chegou à Polônia em 6 de março.
PORTUGAL
Um voo fretado da TAP levou 139 portugueses e oito estrangeiros a Lisboa em 6 de março, com planos de novas repatriações.
ROMÊNIA
O ministério informou dois voos da FlyDubai para Bucareste em 4 e 5 de março. São mais de 3 mil solicitações e cerca de 16 mil nacionais registrados na região.
SÉRVIA
Um voo da Air Serbia, de Sharm el-Sheikh para Belgrado, chegou com 67 passageiros, todos evacuados de Israel, no início de março.
SINGAPORE
O governo de Singapura vai usar um avião A330 para apoiar a saída de seus cidadãos de Riyadh em 10 de março, com segundo voo programado para 12 de março.
Eslováquia
Eslováquia realizou 15 voos de repatriação desde o início, transportando 641 pessoas, a maioria nacionais.
Eslovênia
Apoios logísticos levaram Slovenian a deslocar cidadãos e famílias com crianças de Dubai para Muscat. Primeiro voo ocorreu em 3 de março, com mais dois programados para 4 de março.
ESPANHA
Espanha iniciou evacuação de seus cidadãos em 3 de março, com 175 espanhóis já em voos de Abu Dhabi. Novos voos devem partir dos Emirados rumo à Turquia via Istambul.
SUÉCIA
A Suécia charterou um voo para repatriar 180 suecos identificados como vulneráveis.
Tailândia
Planos para evacuar nacionais do Irã por terra até a Turquia em 7 e 10 de março; demais retidos na região devem retornar quando o espaço aéreo reabrir.
EMIRADOS ÁRABES
A autoridade de Aviação Civil dos EAU planeja operar voos especiais entre aeroportos para facilitar a saída de milhares de passageiros retidos.
REINO UNIDO
Voos fretados britânicos partiram de Omã em 5 de março, após atrasos, com prioridade para nacionais vulneráveis. Cerca de 130 mil britânicos estavam registrados na região.
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