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Guerra no Oriente Médio: qual é o limite do poder de fogo iraniano?

Irã manteria capacidade de ataques por semanas com mísseis e drones, apesar de deficiências na defesa aérea e na marinha, elevando a tensão com Israel e Estados Unidos

Bandeira iraniana em meio aos escombros de prédio residencial destruído em Teerã
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  • O Irã advertiu países europeus contra envolvimento na guerra, enquanto explosões foram ouvidas em Jerusalém após supostos lançamentos de mísseis do Irã.
  • Analistas afirmam que o Irã ainda dispõe de entre 1.500 e 2 mil mísseis e que produz drones Shahed, com produção estimada em cerca de cinquenta unidades por dia.
  • Especialistas destacam fragilidades na defesa aérea e na Marinha iranianas, com cerca de duzentos aviões de combate e dezenas de navios, incluindo submarinos de pequeno porte.
  • Israel disse ter atacado alvos no Irã, como o palácio presidencial e o Conselho Supremo de Segurança Nacional, em resposta à ofensiva iniciada no fim de semana.
  • A Agência Internacional de Energia Atômica confirmou danos recentes aos acessos da instalação de Natanz, sem consequências radiológicas detectadas até o momento.

O Irã avisou nesta terça-feira que reagirá a qualquer envolvimento europeu na atual escalada no Oriente Médio. Em Israel, explosões foram registradas em Jerusalém após o Exército dizer ter detectado novos mísseis lançados do Irã. Especialistas afirmam que Teerã pode sustentar ataques por semanas, mesmo com estoques reduzidos desde o confronto de junho do ano passado.

Analistas de defesa ouvidos pela FranceInfo estimam que depósitos de armas iranianas ainda não foram esgotados. Mísseis e drones do Irã poderiam atingir Israel e países do Golfo Pérsico por algumas semanas, segundo o levantamento.

O Irã manteria entre 1.500 e 2 mil mísseis prontos para uso. O país também é um grande produtor de drones Shahed, usados em ataques de baixo custo. A produção atual seria de cerca de 50 unidades por dia, com milhares já armazenadas.

Apesar da ofensiva, especialistas destacam fragilidades na defesa aérea e na Marinha do Irã. A Força Aérea tem cerca de 200 aeronaves, em grande parte fabricadas nas décadas de 1980 e 1990. A Marinha inclui dezenas de navios e cerca de 30 submarinos, com nove embarcações supostamente afundadas por bombardeios norte-americanos.

Na segunda-feira, o Irã afirmou estar pronto para enfrentar Israel e os EUA em um conflito prolongado. O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, disse que o país se defenderá a qualquer custo.

A AIEA informou, em comunicado publicado na plataforma X, danos recentes aos edifícios de entrada da usina de Natanz, no Irã, após ataques aéreos israelenses e norte-americanos. A agência reiterou que não há consequências radiológicas esperadas no local.

Pelas informações disponíveis, fortes explosões foram ouvidas na zona oeste de Teerã nesta manhã. O Exército israelense havia anunciado ataques simultâneos a Teerã e Beirute, incluindo o palácio presidencial iraniano e os escritórios do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

Segundo o Exército de Israel, os ataques atingiram instalações estratégicas no centro de Teerã. Em mensagem oficial, o Exército descreveu impactos nos escritórios presidenciais e no núcleo do Conselho Supremo de Segurança Nacional, liderado por Ali Larijani.

Autoridades iranianas, incluindo membros da Assembleia, indicaram que a nomeação de um novo Líder Supremo deve ocorrer em breve. Ao mesmo tempo, o governo divulgou alerta para pessoas suspeitas de colaborar com interesses israelenses ou americanos, classificando-as como potenciais combatentes em território iraniano.

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