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Iraniana no Brasil diz que povo celebra queda do regime, não guerra

Cantora iraniana em São Paulo diz que, mesmo com alegria pela queda do regime, o povo teme violência e guerra; internet bloqueada aumenta o isolamento

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  • A cantora iraniana vivendo em São Paulo, Mahmooni, disse ao UOL News que o povo do Irã está cansado de décadas de repressão e espera a queda do regime, sem apoiar a guerra.
  • Ela relatou dificuldades de comunicação com familiares devido ao bloqueio de internet e à repressão governamental, o que aumenta o isolamento dos exilados.
  • Mahmooni afirmou que há felicidade pela morte de Ali Khamenei e de outros líderes, mas que o sentimento não é de apoio à guerra; o povo quer paz e uma vida normal.
  • Ela citou que há quarenta e sete anos de opressão e que, sem ajuda estrangeira, não acreditam ser possível derrubar o sistema.
  • A cantora destacou que, apesar do luto por familiares no Irã, o objetivo é a liberdade e a normalidade, sem inimigos no mundo.

Mahmooni, cantora iraniana que vive em São Paulo, disse ao UOL News – 2ª edição que o povo do Irã está cansado de décadas de repressão e espera pela queda do regime, mas teme violência e guerra.

Ela explicou que a comunicação com familiares no Irã ficou difícil por bloqueios de internet e pela repressão, aumentando o isolamento de exilados e famílias no país.

Para a artista, a alegria com a morte de líderes do regime não significa apoio à guerra; o povo iraniano quer paz e uma vida normal, como em outras nações.

Segundo Mahmooni, há 47 anos o país vive sob opressão, com violência do governo, e muitos acreditam que a mudança só ocorreria com apoio externo, algo visto como necessário.

Ela relatou ainda que a percepção atual é de sofrimento causado pela repressão, com famílias que perderam parentes na luta pela liberdade e desejam um Irã menos violento.

A cantora ressaltou que a conquista da liberdade não deve gerar hostilidade mundial, e que o povo persa busca convivência pacífica com outras nações.

As próximas horas devem esclarecer como o Irã vai reagir ao recente bombardeio, que atingiu uma assembleia ligada à discussão sobre o represetante do regime, segundo uma analista citada pelo UOL.

Daniela Lima, colunista do UOL, aponta que a reação do regime teocrático ainda é incerta e pode se desdobrar em ações militares ou diplomáticas nas próximas horas.

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