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O que é um aiatolá e como ele difere do presidente do Irã

A morte de Ali Khamenei abre a transição de poder no Irã, com disputa pela liderança suprema entre clérigos e elites, em meio a tensões regionais

Fotografia do aiatolá Ali Khamenei.
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  • Morreu neste sábado (28) Ali Khamenei, aiatolá e líder supremo do Irã desde 1989, aos 86 anos; a confirmação veio da televisão estatal após anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos na época.
  • O líder supremo é a autoridade máxima do país, acima do presidente, Parlamento e Judiciário, com poderes para definir diretrizes, comandar as Forças Armadas, declarar guerra e paz, e nomear chefe de Judiciário e da mídia estatal.
  • O aiatolá é título religioso xiita concedido a clérigos que atingem alto grau de autoridade na interpretação da sharia; no Irã, o cargo concentra poder político desde a Revolução de 1979.
  • Com a morte de Khamenei, inicia-se uma transição: um conselho temporário assume funções até a Assembleia dos Peritos eleger o novo líder, entre nomes como Mojtaba Khamenei, Hassan Khomeini e Ali Larijani.
  • A eleição do líder supremo envolve também o Conselho dos Guardiães, que supervisiona leis aprovadas pelo Parlamento e pode influenciar o processo de escolha do novo líder.

Ali Khamenei morreu neste sábado, 28, aos 86 anos, no Irã. A confirmação foi divulgada pela televisão estatal após ataques aéreos dos EUA e de Israel contra alvos iranianos. O anúncio foi feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e depois confirmado oficialmente.

Khamenei ocupava desde 1989 o cargo de líder supremo, o mais poderoso da República Islâmica. O aiatolá acumula funções religiosas e políticas, com influência sobre defesa, segurança e política externa. A ausência dele acende disputa pela sucessão.

Aiatolá é título religioso xiita que indica alta autoridade em teologia e lei islâmica. O cargo, porém, depende de apoio institucional e articulações com as elites do regime, não sendo apenas uma função religiosa.

A origem do poder iraniano remonta à Revolução de 1979, quando Ruhollah Khomeini liderou a derrubada da monarquia. A nova ordem combinou eleições com uma estrutura clerical que concentra a liderança suprema na Constituição.

O líder supremo está acima do presidente, do Parlamento e do Judiciário. A Constituição concede ao cargo diretrizes gerais, comando das Forças Armadas e poder de nomeação em órgãos estratégicos, além de veto em alguns casos.

O presidente, eleito a cada quatro anos, administra o dia a dia do governo. Hoje, Masoud Pezeshkian ocupa o cargo, mas não pode contrariar as diretrizes do líder sobre assuntos estratégicos.

A Assembleia dos Peritos, com 88 clérigos, escolhe e supervisiona o líder supremo e pode destituí-lo. O Conselho dos Guardiães valida leis e pode influenciar decisões institucionais.

Com a morte de Khamenei, o Irã entra em transição. Um conselho temporário assume funções até a eleição do novo líder pela Assembleia dos Peritos, conforme a Constituição.

Entre os nomes cogitados aparecem Mojtaba Khamenei, Hassan Khomeini e Ali Larijani. A definição do sucessor depende de apoio político entre clérigos graduados e autoridades reais, em meio a tensões regionais.

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