- A região da calábria, no sul da Itália, depende de médicos cubanos para manter abrertas as emergências do hospital Juan Pablo II, em Lamezia Terme; 12 cubanos trabalham ali, e o serviço de urgência não pode funcionar sem eles.
- Os cubanos chegaram em dois momentos a partir de 2022; o total no programa já envolve cerca de quatrocentos médicos que permanecerão pelo menos até 2027.
- O acordo com a Comercializadora de Servicios de Médicos Cubanos, controlada pelo governo de Havana, previa salário bruto de 4.700 euros, com cerca de 1.200 euros destinados aos médicos, alteração feita depois para pagamento único direto aos profissionais.
- Oito meses após a assinatura, o governo regional reforçou que a contratação não é resultado de pressão externa, mantendo a disposição de receber profissionais de todas as nacionalidades; o tema ganhou segunda-feira atenção após a visita do encarregado de negócios dos EUA, Mike Hammer, à região.
- Em toda a província de Catanzaro, chegam quarenta e oito médicos cubanos e sobram cerca de quarenta e cinco após saídas; sem eles, segundo autoridades locais, haveria necessidade de fechar hospitais.
Lucia Orlando Settembrini, chefe da Urgência do hospital Juan Pablo II, em Lamezia Terme, afirma que sem os médicos cubanos o serviço não poderia permanecer aberto. Eles são 12 profissionais sob sua coordenação, atuando há três anos no pronto-socorro da instituição.
Miladis Hernández Velázquez, médica cubana, diz que o elenco facilita o atendimento a milhares de pacientes, destacando a integração com equipes italianas. Ela já atuou também em Venezuela, antes de chegar ao sul da Itália, em 2022.
A região de Calabria contratou 400 médicos cubanos por meio de um acordo com a Comercializadora de Servicios de Médicos Cubanos, firmado em 2022. Os primeiros 51 profissionais chegaram em dezembro daquele ano.
Contexto e desdobramentos
O governo regional, liderado por Roberto Occhiuto, diz que a medida é necessária diante de carência de especialistas e de histórico de intervenção financeira no sistema regional. A proposta inicial previa salários partilhados com a agência cubana.
O embaixador dos EUA em Cuba, Mike Hammer, visitou Calabria para tratar do tema, em uma reunião com Occhiuto. As autoridades locais alegam que a presença dos médicos cubanos mantém serviços hospitalares em funcionamento.
Ao todo, cerca de 20 médicos cubanos trabalham no hospital de Lamezia Terme, com 48 atuando na província de Catanzaro. A contratação vem sendo mantida com base em normas excepcionais aprovadas durante a pandemia.
Alguns gestores, como Geraldo Mancuso e Roberto Ceravolo, destacam o valor clínico dos profissionais cubanos e o impacto na continuidade dos atendimentos, especialmente em emergências e cardiologia.
O acordo prevê pagamentos aos médicos, com parte repassada à Cuba. A região afirma que a alternativa seria o fechamento de unidades hospitalares sem a colaboração cubana, enquanto o governo local busca ampliar vagas com profissionais de outros países.
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