- O ministro Mauro Vieira ligou para chanceleres do Kuwait, dos Emirados Árabes Unidos e da Jordânia para discutir a situação de brasileiros no Oriente Médio em meio ao conflito com o Irã.
- O papo também tratou da continuidade da malha aérea na região, que tem registrado interrupções, cancelamentos de voos e caos em aeroportos.
- O Itamaraty ainda não anunciou retirada em massa de brasileiros, lembrando que essa medida já foi usada em outras crises (Ucrânia, Palestina).
- Brasileiros no exterior relatam momentos de apreensão, com relatos de quem presenciou incidentes e busca sair de áreas de conflito.
- O governo brasileiro acompanha a situação com atenção, destacando possíveis impactos globais e a presença de ataques aéreos que atingiram Emirados Árabes Unidos e outros países do Golfo.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ligou hoje para chanceleres do Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Jordânia para discutir a situação dos brasileiros na região, em meio aos ataques entre Irã e bloco liderado pelos EUA e Israel.
A pauta também abordou a situação de nacionais brasileiros que trabalham ou visitam o Oriente Médio, em um cenário de interrupção de malha aérea, fechamento de aeroportos e cancelamentos de voos.
Até o momento, o Itamaraty não anunciou retirada coletiva de brasileiros, prática adotada em crises anteriores, como na Ucrânia (2022) e na Palestina (2024). A prioridade é proteger cidadãos e manter informações atualizadas.
Brasileiros no exterior relataram momentos de desespero, incluindo relatos de agressões e situações de risco. Um escritor brasileiro em Dubai descreveu a visão de mísseis no céu, ilustrando a tensão vivida por deslocados e trabalhadores na região.
O governo brasileiro acompanha a crise com atenção. O Itamaraty alerta sobre impactos globais potenciais e ressalta que a transição de poder na área não será simples, divergindo de avaliações sobre a duração do conflito.
Os ataques atingiram várias áreas dos Emirados Árabes, Arábia Saudita, Iraque, Omã, Bahrein, Kuwait e Qatar, com drones e mísseis. Em Dubai, o segundo aeroporto mundial registrou evacuação parcial e suspensão de voos, e houve ferimentos entre funcionários.
O Iraque, o Kuwait e outros aliados da região continuam sob pressão militar, com centenas de ações de retaliação. O Ministério da Defesa iraniano informou que mais de 200 drones e 137 mísseis foram direcionados a alvos na região.
Quase todos os estados do Golfo mantêm acordos de segurança com os Estados Unidos, com bases americanas na região. A estratégia iraniana busca impor custos significativos aos vizinhos e à estabilidade regional.
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